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Autor Tópico: MIGUEL OLIVEIRA SOFRE DE PARALISIA CEREBRAL MAS GERE DE LYON UMA ASSOCIAÇÃO EM LOUSADA  (Lida 48 vezes)

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MIGUEL OLIVEIRA SOFRE DE PARALISIA CEREBRAL MAS GERE DE LYON UMA ASSOCIAÇÃO EM LOUSADA
JORGE CAMPOS20 DEZEMBRO, 2017



Miguel Oliveira nasceu no conselho de Lousada a 21 de dezembro de 1977, mas a mãe teve um parto demorado. A falta de oxigénio fez com que o pequeno Miguel tivesse nascido com um «diagnóstico não favorável». A morte de células no cérebro resultou uma paralisia, na falta de coordenação motora, rigidez muscular e tremores incontroláveis. São estes os sintomas da deficiência física, que variam de pessoa para pessoa, mas que afetam Miguel Oliveira.

Os pais começaram por viver mal esta situação e pediram a ajuda de amigos e de vizinhos. Rapidamente se confirma a paralisia cerebral pelos médicos do Hospital Maria Pia.

Com três anos de idade, o pequeno Miguel entra no Infantário da Santa Casa da Misericórdia de Lousada e aqui começa um percurso escolar «normal», exprimindo-se com a ajuda de uma máquina. Com dez anos acompanha a mãe e a avó que viajam para o Brasil e no regresso retoma o percurso escolar com a professora Olivinha.

Mas a passagem para a escola secundária não se passou bem e mesmo com o apoio dos professores, não conseguiu completar o 12° ano.

Fez uma passagem pelo APPC do Porto, onde tirou um curso de informática e onde encontrou o primeiro trabalho. Em 2005 torna-se independente ao residir na residencial Vila Urbana de Valbom, e mais tarde faz um percurso de RVCC na Escola Profissional de Gondomar, após abandonar um curso de contabilidade.

Miguel Oliveira também pratica desporto, e ganhou mesmo o primeiro prémio de tricicleta no Campeonato europeu.

É aqui que nasce o projeto de criar uma associação dirigida para apoiar deficientes como ele.

Entretanto os pais tinham emigrado para Lyon, em França, e foi também para esta cidade que Miguel Oliveira veio em 2014, integrando o quadro familiar e onde começou uma nova aventura.

Fonte: http://lusojornal.com/2017/12/20/miguel-oliveira-sofre-paralisia-cerebral-gere-lyon-associacao-lousada/

Pediu aos pais um computador para poder exprimir-se, e acompanhou de perto a criação da Associação Lousadense dos Deficientes, dos seus Amigos e Familiares (ALDAF) que nasceu a 5 de setembro de 2014, em Lousada, e para a qual foi eleito Vice Presidente, mesmo se reside a mais de mil quilómetros de distância. A vocação desta associação é de dar apoio a todos os que sofrem deste tipo de deficiência cerebral.

«Foi feito um levantamento que dizia haver cerca de 700 pessoas no conselho de Lousada, com os mesmos sintomas ou outros. Por vezes, a solidão, o isolamento, e a pouca escolaridade, necessitavam de ajuda e de apoio» escreve Miguel Oliveira em entrevista ao LusoJornal. «A associação ALDAF tenta participar ao melhor, nestas ações de ajuda. Assim nasce o projeto ‘Espaçoviver+’ da recém nascida ALDAF, que assenta no voluntariado e no apoio das instituições públicas».

A Camâra Municipal de Lousada disponibiliza locais e algumas verbas para a prática de desportos adaptados, assim como um professor.

A organização de eventos e de atividades com o objetivo de angariar fundos, assim como as cotas dos associados, são os únicos recursos da ALDAF «que quase não dão para pagar um funcionário para os ajudar».

Pessoalmente, Miguel Oliveira também tem projetos. «Tenho um objetivo pessoal que seria de abrir o meu Gabinete de contabilidade. Para isso vou-me inscrever na Universidade Aberta, para tentar tirar o curso superior de gestão de empresas. Em paralelo ocupar-me-ei da ALDAF e das minhas crónicas diárias no programa de radio ‘Janela Aberta’, uma equipa que integrei há cerca de um mês e que tem tido um sucesso tremendo junto da Comunidade portuguesa do Rhône-Alpes» explicou Miguel Oliveira ao LusoJornal.

Quanto à ALDAF, «quem quiser ajudar a associação é muito fácil: pode fazê-lo em aldaf.pt, com donativos ou então associando-se. Também pode ser voluntário».

Ao longo dos seus quarenta anos, Miguel Oliveira tem lutado para ser aceite com a sua deficiência, mas também luta pelos outros, para que as pessoas que tem deficiências e dificuldades, possam viver dignamente na vida de todos os dias.

A ALDAF iniciou um processo para pedir o estatuto de IPSS (Instituição particular de solidariedade social) em Portugal, para que no futuro possa ter acesso a apoios sociais financiadas pelo Estado.

 
 

 



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