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Autor Tópico: Infertilidade afecta 30% das mulheres com endometriose  (Lida 498 vezes)

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Infertilidade afecta 30% das mulheres com endometriose



A infertilidade é considerada uma das principais consequências da endometriose, uma doença que afecta uma em cada dez mulheres e que está associada a uma limitação da qualidade de vida. De acordo com os especialistas, o diagnóstico precoce da patologia é a única forma de evitar que a endometriose influencie a capacidade da mulher engravidar.

 
«A endometriose é uma doença benigna que afecta dez por cento das mulheres em idade reprodutiva e carateriza-se pelo crescimento de tecido endometrial fora do seu local habitual, que é a cavidade uterina. Sempre que ocorre a menstruação existe sangramento nessas zonas, o que provoca uma reacção inflamatória crónica que produz aderência nos órgãos e o crescimento de tumores que, apesar de benignos, provocam dor e, em muitos casos, infertilidade.»
 
«A infertilidade surge em cerca de 30% das mulheres com endometriose, como resultado da alteração da função tubária, diminuição da receptividade do endométrio, comprometimento do desenvolvimento dos ovócitos e embrião ou distorção da anatomia pélvica», explica Fátima Faustino, responsável do Centro Especializado em Endometriose do Hospital Lusíadas Lisboa.
 
A gravidade dos sintomas da endometriose pode variar de mulher para mulher, no entanto, os mais comuns envolvem dor de intensidade progressiva e incapacitante durante a menstruação e acto sexual, bem como perdas de sangue anormais.
 
Fátima Faustino esclarece ainda a importância do diagnóstico precoce no sucesso do tratamento: «O diagnóstico da endometriose exige uma avaliação médica detalhada e a realização de exames complementares, como, por exemplo, uma ressonância magnética pélvica. No entanto, o diagnóstico definitivo envolve uma investigação cirúrgica através de laparoscopia. Quanto mais rápido se obtiver o diagnóstico da doença, mais eficaz será o tratamento e menor será a probabilidade de consequências graves.»
 
«O tratamento da patologia exige a envolvência de uma equipa multidisciplinar e pode implicar o recurso a técnicas de procriação medicamente assistida ou de técnicas eficazes no controlo da dor. Na maioria dos casos, é utilizada a cirurgia minimamente invasiva como forma de tratamento da doença, sobretudo em mulheres que associam dor e infertilidade», conclui a especialista.



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