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Autor Tópico: Estufa é terapia para pessoas com paralisia cerebral  (Lida 81 vezes)

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Estufa é terapia para pessoas com paralisia cerebral
09 de JANEIRO de 2018 - 19:41

Nesta estufa em Guimarães vão plantar-se plantas aromáticas e pequenos frutos.


Foto: TSF
Liliana Costa


A Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães (APCG) inaugurou esta terça-feira uma estufa terapêutica. O objetivo é, através da horticultura terapêutica, desenvolver as competências emocionais e sociais dos utentes com paralisia cerebral que frequentam o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da instituição.

Ângelo é um dos 30 utentes do CAO e não esconde a satisfação e a ansiedade por poder começar a trabalhar na estufa "para plantar legumes, hortaliças e, sobretudo, para dar sentido ao nosso dia-a-dia e mostrar à comunidade que somos capazes de ter atividades úteis para a sociedade". A meio de uma aula de boccia, conta-nos que não se dá parado, frequentando ainda a piscina, o ioga, entre outras atividades, sem esquecer que ainda quer escrever um livro de memórias para contar que só aos 31 anos, quando chegou à APCG, aprendeu a comer sozinho e a realizar outras tarefas básica autonomamente. "Não tive oportunidade de conhecer técnicos que me apoiassem. Nunca quiseram ficar comigo. E só quando aqui cheguei aprendi a comer sozinho. Agora já vou à casa de banho, visto-me, lavo os dentes e isso é muito importante para o meu dia-a-dia", relata.
A jornalista Liliana Costa foi conhecer a estufa terapêutica da Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães


Em breve começará uma nova atividade, a horticultura, e Cláudia Esteves, diretora técnica, sublinha a importância de diversificar as atividades lúdicas e terapêuticas oferecidas aos utentes para evitar que se torne "rotineiro. E para nós, técnicos, é motivo de alegria ter outra forma de trabalhar e possibilitar outro tipo de experiências e oportunidades".

Através da horticultura terapêutica, pretende-se desenvolver as competências emocionais e sociais dos utentes com paralisia cerebral. "Trabalhar com plantas e mexer na terra é extremamente estimulante para os sentidos, uma vez que podemos tocar, cheirar, experimentar o sabor", destaca Cláudia Esteves.

Toda a nova estrutura, nomeadamente os acessos à estufa, a altura das bancadas de cultivo, as características das ferramentas, foi pensada e adaptada para lidar com as limitações dos utentes.

Nesta estufa serão cultivadas plantas aromáticas e pequenos frutos, em colaboração com o Laboratório da Paisagem, que dará formação aos técnicos da instituição.

Não sendo um objetivo imediato, a diretora técnica Cláudia Esteves espera que esta possa também ser uma oportunidade para eventual integração no mercado de trabalho. "Temos um outro cliente com potencial. Não vamos criar muitas expectativas porque depende da aceitação das empresas mas vamos desenvolver essas competências e depois veremos se há possibilidade de uma integração profissional numa empresa de jardinagem ou numa das tantas estufas que têm crescido na região".

O projeto contou com a colaboração da claque do Vitória Sport Clube "White Angels" que, através de uma empresa da especialidade, ajudou a concretizar o projeto da construção da estufa.

Atualmente são 30 os utentes da Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães que frequentam o Centro de Atividades Ocupacionais, 17 no lar e 112 os que são acompanhados no Centro de Reabilitação, com diferentes idades e as mais variadas patologias no âmbito da paralisia cerebral ou das doenças neurológicas afins. Ao todo são perto de 500 pessoas ligadas à instituição, nomeadamente através do serviço de observações periódicas.

Fonte: TSF
 

 



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