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Autor Tópico: Recursos Didáticos - Educação de Surdos  (Lida 7795 vezes)

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Offline Sininho

Recursos Didáticos - Educação de Surdos
« em: 23/06/2010, 00:14 »
São inúmeros os recursos didáticos que podem ser utilizados na educação de surdos. O aspecto que faz a diferença é, sem dúvida, a criatividade do professor.
Muitos recursos surgem no dia-a-dia, quando o professor se vê diante de uma situação em que se faz necessário algum apoio material para que consiga alcançar, de forma eficaz, a compreensão da criança, ou para que a mesma consiga acessar o conhecimento de forma plena. Muitos destes recursos não estão aí, prontos para serem adquiridos, precisam ser confeccionados, precisam ser criados.

É bastante comum encontrar professores da área angustiados com esta “falta de material” e, justamente por isso, é tão importante a troca de idéias entre os profissionais, o registro e a divulgação destes recursos, seja em encontros pedagógicos, seja via internet ou através de manuais ou livros.
cada situação de aula exigirá um material diferente e cada profissional precisará explorar sua própria iniciativa, criatividade e habilidades para “inventar” o recurso adequado à sua realidade naquele determinado momento. O que se pretende é repartir algumas idéias de materiais já utilizados no trabalho com surdos (alguns
também utilizados com ouvintes) e com bons resultados no ensino do Português.

Serão apresentados a seguir alguns recursos, com a descrição dos mesmos e algumas sugestões de como aproveita-los para o ensino da Língua Portuguesa:

a) FICHÁRIO

Descrição do material[/b]

*  Consiste em uma caixa repleta de fichas padronizadas, com figura e palavra, de tudo o que se possa imaginar, que pode ser utilizada em qualquer momento de aula, ou de conversa, ou de brincadeira, com o intuito de mostrar à criança “o nome das coisas” em português ou, ao contrário, o que determinada palavra representa.

* Caixa: não deve ser muito pequena para que, ao longo do trabalho, novas fichas possam ser acrescentadas. Sugestão: 50cm X 25cm. Deve ser de material resistente pois será manuseada com freqüência.

* Fichas: confeccionadas em papel cartão ou folhas de desenho, brancas, com tamanho mínimo de 20cm X 15cm. Se possível que sejam plastificadas.
É claro que estas sugestões são para que se torne um material durável e permanente mas, na impossibilidade de confeccioná-lo desta forma, usa-se o material que tiver disponível.

* Figuras: devem ser escolhidas figuras claras, bem nítidas e não muito pequenas, devem ser também o mais próximo possível da realidade, portanto figuras recortadas de revistas, jornais, fotos,... devendo-se evitar
o desenho. Também precisam ser figuras “limpas”, que não apresentem elementos que possam desviar ou confundir a atenção, por exemplo: ficha de cavalo – pode ter mais de um cavalo, de diferentes raças e
tamanhos, porém sem pessoas montadas ou outros animais próximos (pássaros, borboletas,...).

* Palavras: podem ser colocadas na ficha de formas diferentes: escrita só com letra bastão ou escrita com letra bastão e cursiva; escrita abaixo da figura, escrita atrás da ficha ou escrita num cartão à parte colocado
junto com a ela, possibilitando assim utilizar a ficha em atividades que não exijam o apoio escrito.

* As fichas podem ser organizadas na caixa por ordem alfabética ou por classificação (alimento, vestuário, lugares, profissões, partes do corpo,...)

* O fichário pode ser utilizado em diversos trabalhos e situações, portanto deve estar num local de fácil acesso como numa estante, ou sobre a mesa do professor. As crianças também podem e devem manuseá-lo livremente,
sendo assim estimuladas a desenvolver o hábito de, por iniciativa própria, buscar e ampliar seu conhecimento da língua portuguesa.

Sugestões de uso:

– Apresentar palavras novas;

– Relacionar sinais feitos pela criança à figura ou palavra correspondente, quando haja dúvida ou dificuldade de compreensão neste sentido;

– Brincar com o fichário, por exemplo: procurar figuras que comecem com a letra sugerida pelo professor ou pelo colega em alfabeto manual; organizar figuras conforme sejam escritas (por ordem alfabética, ou por
quantidade de letras ou sílabas, ou que comecem com a mesma letra, ou que usem a mesma configuração de mão...); organizar figuras por classes de palavras, onde você mostra, por exemplo, um cartão escrito
BRINQUEDOS e as crianças têm que escolher entre várias fichas só as que fazem parte deste conjunto; escolher uma figura e ter que representa-la somente utilizando o corpo através de postura, expressão facial
ou mímica;...

– Fixar vocabulários: mostrar uma palavra para procurar a figura correspondente, ou mostrar a figura para escrever a palavra

– Escolher 2 ou 3 fichas para a criança escrever algo utilizando todas elas. Exemplo: “bola-casa-menina” – “A menina tem uma bola em casa.”
« Última modificação: 23/06/2010, 00:17 por Sininho »
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Offline Sininho

Re:Recursos Didáticos - Educação de Surdos
« Responder #1 em: 23/06/2010, 00:21 »

b) DICIONÁRIO CONFIGURAÇÃO DE MÃOS/PORTUGUÊS


Descrição do material:

* Este é um recurso que pode ser montado com a criança no decorrer das aulas, com o objetivo de incentivá-la a buscar sozinha as palavras que  lhe faltam para sua produção escrita.

* Crianças ouvintes elaboram este dicionário a partir da primeira letra da palavra, organizando-o em ordem alfabética. É aquele caderno, cujo número de páginas é dividido e onde as letras do alfabeto são colocadas
na beirada das páginas, então cada palavra nova é acrescentada e junto a ela é colada ou desenhada a figura correspondente. Só que para a criança ouvinte ter autonomia nas suas buscas a este dicionário, ela faz  relação com o som das palavras, observe o exemplo:

Criança: – Professora, como se escreve “árvore”?
Prof.: – Árvore? Ah! Você já tem no dicionário. Onde você acha que está escrita esta palavrinha? Com que letra ela começa?
Criança: – Árvore...ar... a... Já sei, começa com A.
Prof.: – Isso mesmo! Então encontre você mesma.

Vários professores utilizam este recurso com a criança surda mas, é claro, isto não acontece da mesma forma. O surdo fará o sinal do que pretende escrever, por exemplo “sinal de avião”. Não há no sinal nenhuma relação com a letra inicial da palavra portanto, a menos que o professor lhe mostre a letra “A”, ele
não terá como procurar sozinho neste dicionário, então se perde o objetivo que é estimular sua autonomia para escrever.
A idéia apresentada aqui é a adaptação deste modelo de dicionário onde a base da procura não seja a letra, mas a configuração de mão. A partir da configuração a criança encontrará a página e aí sim a figura ou sinal com o nome escrito abaixo.

Sugestões de uso:

* Acrescentar semanalmente no caderno as palavras novas trabalhadas em aula. A sugestão é que se reserve as sextas-feiras para revisão de vocabulário e acréscimo do mesmo no dicionário, sendo que a criança o leva para casa para procurar e colar as gravuras correspondentes no final de semana.Esta atividade deve ser realizada pela criança com o apoio ou orientação do professor ou dos pais;

* Será utilizado sempre que a criança não saiba como escrever determinada palavra;

* Serve de apoio em qualquer atividade tanto nas horas de leitura e produção textual quanto nas horas de atividades lúdicas
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Offline Sininho

Re:Recursos Didáticos - Educação de Surdos
« Responder #2 em: 26/06/2010, 01:22 »
c) CAIXA DE GRAVURAS


Descrição do material:

* Consiste numa caixa contendo inúmeras gravuras, ricas em informações, visualmente atrativas, que serão utilizadas de diversas formas com o objetivo de desenvolver e explorar o pensamento e a criatividade da
criança e serão de grande auxílio para estimular a sua produção escrita.

* Caixa: de tamanho igual ou maior que uma caixa de camisa, com tampa, identificada e bem decorada, de material resistente.

* Gravuras: diferente das gravuras para o fichário, estas devem ser escolhidas de forma a apresentarem riqueza de informações, que representem acontecimentos, situações, com um ou vários personagens, lugares, paisagens, etc. Devem ter no mínimo o tamanho de uma folha A4,para que possam ser bem visualizadas também em trabalhos de grupo, e coladas em papéis mais firmes (cartolina, cartão,...) pois terão maior durabilidade.

Sugestões de uso:

* Explorar elementos da gravura de forma sinalizada e escrita;

* Criar frases ou textos sobre a mesma;

* Imaginar o que teria acontecido antes e depois do que é visto;

* Brincar com as gravuras : escolher e mostrar 3 gravuras diferentes, depois contar uma história em língua de sinais ou escrever uma no quadro, para que a criança indique a qual delas a história se refere; espalhar na mesa algumas gravuras viradas para baixo, para que a criança escolha uma e invente uma história sobre ela, que pode ser registrada depois; as crianças montam um teatro a partir de uma gravura escolhida aleatoriamente, apresentam e depois trabalham em conjunto o registro da experiência em diferentes tipos de texto;...

* Trabalhar com interpretação escrita a partir das gravuras. Exemplo: Quem você vê? O que está fazendo? O que acha que aconteceu antes deste momento? Você gostaria de fazer o mesmo? De que cor é...? Quantos
..... tem nesta gravura? O que fará depois?...

* Podem ser utilizadas no dia de atividades de mesas diversificadas;

* Aproveitá-las em outros conteúdos curriculares.
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Offline Sininho

Re:Recursos Didáticos - Educação de Surdos
« Responder #3 em: 28/06/2010, 00:11 »
d) CAIXA DE VERBOS

Descrição do material:

* Este é um recurso bastante útil no início do trabalho com produção textual, auxiliando a criança a expressar com mais clareza e definição o seu pensamento na forma escrita. Muitas vezes na conversação (em língua de sinais) o verbo é omitido ou está incorporado noutro sinal, então quando a criança passa para o papel o seu pensamento o verbo não aparece.


Imagine esta conversa em sinais entre o professor e uma criança surda:

Na primeira resposta o verbo “ir” foi omitido e na segunda o verbo “andar” estava incorporado ao sinal bicicleta, e isto é muito comum de encontrarmos na escrita de surdos que estão começando a se alfabetizar. Por isso este recurso pode ser bem explorado, tanto para conhecimento dos verbos quanto para esclarecer o uso adequado dos mesmos.
– Onde você foi sábado?
– Eu casa vovó.
– O que você fez lá?
– Eu bicicleta.

Na primeira resposta o verbo “ir” foi omitido e na segunda o verbo “andar” estava incorporado ao sinal bicicleta, e isto é muito comum de encontrarmos na escrita de surdos que estão começando a se alfabetizar. Por isso este recurso pode ser bem explorado, tanto para conhecimento dos verbos quanto para esclarecer o uso adequado dos mesmos.

* Caixa: do tamanho de uma caixa de camisa já é suficiente, melhor se for de material mais resistente; com tampa e identificada para que as crianças também possam recorrer sozinhas a ela, se necessário.

* Verbos: recortar gravuras bem visíveis de diferentes ações, colando-as separadamente em folhas tamanho A4 ou ofício, com o verbo escrito bem abaixo para que a palavra possa ser dobrada para trás em algumas
atividades. Não usar a mesma gravura para verbos diferentes para não confundir a criança ao utilizá-la, escolha então o verbo melhor caracterizado na figura, por exemplo: você tem uma figura em que aparece
uma pessoa sorrindo abrindo uma porta; que verbo parece destacar-se mais – “sorrir” ou “abrir”? Escolha apenas um para montar a folha.

Sugestões de uso:

* Brincar com mímica: a criança tem que pegar um verbo qualquer na caixa e representa-lo, sem usar o sinal do mesmo, para que os demais descubram qual foi o verbo apresentado. Se já o conhecem podem
escrevê-lo no quadro ou o professor pode ensiná-lo;Espalhar várias folhas da caixa na mesa, ou no chão, viradas para baixo (o professor pode escolher aqueles verbos que sinta necessidade de trabalhar
com a criança ou com a turma) e cada um na sua vez terá que escolher uma destas folhas, formar uma frase com o verbo escolhido e registrá-la, junto à dos colegas, numa folha de cartolina. Depois de
todas as frases prontas pode-se desenvolver diversas atividades:

– destacar os verbos com canetas coloridas;
– recortar as frases, distribuí-las entre o grupo – de forma que cada um não pegue a sua própria frase – e pedir que façam um desenho correspondente a ela;
– usar as frases como base para a montagem de textos, individuais ou em grupo;
– reescrever as frases em outros tempos verbais;
– recortar todos os verbos colocando-os em outras frases e trabalhar com verdades e mentiras ou com os “absurdos” (ex: “A menina abre a casa.” e “A menina come a casa.” ou ainda “A menina abraça a casa.”);

* Para fixação da escrita dos verbos pode-se brincar com competição entre duplas ou equipes, onde um grupo apresenta ao outro um verbo já trabalhado e este tem que faze-lo em alfabeto manual;

* Dar à criança 3 ou 4 verbos para que ela escreva uma pequena história em que todos apareçam;
* Deixar que as crianças utilizem a caixa como um mini-dicionário quando estiverem escrevendo e não recordarem a forma escrita da ação pensada.

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