mobilitec

ergometrica

Ortopedia Moderna

Lismedica

Ortopedia Universo Senior
Stannah Mobilidade S.A

Autopedico

Invacare

Pros Avos

Ortopediareal
Anuncie Aqui

Tecnomobile

TotalMobility

Multihortos

Drive Mobility

Últimas Mensagens

Páginas: 1 2 [3] 4 5 ... 10
21
Noticias / Exposição “Bright” já foi inaugurada na Quinta da Conraria
« Última mensagem por AREZ em 19/06/2018, 21:44 »

O Tufa é um cão que adora comer ovos e croquetes, enquanto que o gato Nico prefere sardinhas e divertir-se correndo atrás de borboletas. Mas também há a Leona Cristina, uma vaca da Quinta da Conraria. E pessoas que conversam sobre D. Afonso Henriques e outras personagens da história de Portugal, enquanto observam pássaros que representam a liberdade. E ainda citações inspiradas pela leitura de “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu.

Estas são apenas algumas das histórias ‘contadas’ nas 49 pinturas que constituem a exposição “Bright – Formas com Mensagens”, que foi ontem inaugurada e estará patente na Quinta da Conraria até 6 de julho, sempre entre as 10H30 e as 12H00 (dias úteis). São criações dos utentes da APCC que frequentam a Sala O2 e que estarão também presentes naquele horário, permitindo uma interação com os visitantes que revelará o ambiente quotidiano de trabalho naquele espaço.

Os trabalhos agora revelados foram criados sob a orientação do professor António Valente e partiram da inspiração proporcionada por formas – sobretudo de pessoas e animais, mas também de objetos – encontradas em livros e revistas. Esta foi a base para diversos diálogos que, a partir de uma só palavra ou de ideias mais elaboradas, ‘revelaram’ as obras (todas pinturas sobre papel) e as suas mensagens como um todo coerente.

Quem aproveitar esta oportunidade para se deslocar à Quinta da Conraria, além de poder adquirir as pinturas expostas, terá ainda a possibilidade de ver outros trabalhos desenvolvidos anteriormente na Sala O2, como as pinturas, monotipias e esculturas já reveladas numa exposição no final do ano passado, ou alguns dos brinquedos de mola que, já este ano, integraram a exposição “Figuras Assustadoras”.

A Sala O2 da APCC é dirigida a pessoas com deficiência e incapacidade com significativas limitações da atividade e restrições na participação. É frequentada por pessoas empenhadas em trabalhar, com ou sem adaptações, e mostrar as suas atividades sociais, criativas ou lúdicas, numa perspetiva ordenada do saber fazer. Desta forma, cultiva-se o processo inclusivo, que é apoiado e fomentado pela instituição, através da apresentação de trabalhos artísticos ou produtos manufaturados.

Desde 2017 que, no âmbito daquela Sala, tem vindo a ser desenvolvido o projeto SOCRIN – SOCIALMENTE, CRIATIVO e INCLUSIVO, que pretende trabalhar a transformação das mentes dos utentes e contribuir para a sociabilização deste grupo de pessoas, também através de um convite à sociedade para abraçar este projeto.

A Sala O2 faz parte do conjunto de respostas do Centro de Atividades Ocupacionais da APCC, que podem ser de âmbito socialmente útil, ocupacional, lúdico, terapêutico ou desportivo.

Pode saber mais em www.apc-coimbra.org.pt/

22
Relacionamentos / Re: Relacionamento Handi/ Válida !
« Última mensagem por Paulo em 19/06/2018, 21:30 »
 :p :p :p :p :hum: :hum: :hum:  :abraco: :abraco:
23
A EMOCIONANTE HISTÓRIA DE POLINA, A MENINA A QUEM CRISTIANO RONALDO MUDOU A VIDA HÁ UM ANO

Há um ano, a pequena Polina entrou em campo com Cristiano Ronaldo. Ele deu-lhe a camisola, ela deu-lhe uma pulseira para dar sorte. Record encontrou-a em Moscovo, sorridente e otimista, mantendo a esperança de um dia deixar a cadeira de rodas que a acompanha desde sempre. "Quando conheci Ronaldo quis ser tão forte como ele. Quis levantar-me e começar a andar", diz.

Uma história de superação que poderá ler na edição desta terça-feira, bem como em Record Premium.


Veja video aqui: http://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/a-emocionante-historia-de-polina-a-menina-a-quem-ronaldo-mudou-a-vida-ha-um-ano.html
24
Associação de Deficientes da Madeira levou 33 pessoas ao Porto Santo
PORTO SANTO / 18 JUN 2018 / 09:44 H.


A Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais - Associação Sem Limites, em parceria com a Associação Portuguesa de Deficientes da Madeira organizaram no passado Sábado, dia 16 de Junho, um Cruzeiro de um dia ao Porto Santo.

Tratou-se de um passeio inclusivo à Ilha Dourada que juntou 33 pessoas com deficiência, familiares, idosos, crianças e amigos.

A organização deixa um agradecimento às parcerias que tornaram este passeio possível, nomeadamente à Porto Santo Line, ao Restaurante Apolo 14 , ao Panorama Resturante, ao Porto Santo Golfe e ao Profissional de Golfe Andrew Oliveira.

   
Fonte: http://www.dnoticias.pt/madeira/associacao-de-deficientes-da-madeira-levou-33-pessoas-ao-porto-santo-AA3299277#
25
Evento reúne em Setúbal várias personalidades ligadas ao desporto adaptado



IPS acolhe lançamento da Associação Nuno Mata

Evento reúne em Setúbal várias personalidades ligadas ao desporto adaptado

IPS acolhe lançamento da Associação Nuno Mata O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vai acolher, no próximo dia 20 de junho, o primeiro evento da Associação Nuno Mata, fundada por um estudante da instituição e dedicada à causa do combate à exclusão social através do desporto.
A sessão, agendada para as 10h00, na sala de atos no edifício sede do IPS, será uma oportunidade para conhecer o propósito da nova associação, que está a dar os primeiros passos na incubadora de ideias do IPS – IPStartUp, bem como testemunhos de vida inspiradores relacionados com a prática do desporto adaptado.

Além de Nuno Mata, que contará o que o trouxe até este ponto do seu percurso, seis anos depois de um acidente que o deixou tetraplégico, serão oradores a atleta paralímpica Simone Fragoso, o presidente da Associação Portuguesa de Surf Adaptado, Nuno Vitorino, e ainda o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço.

Nuno Mata, que frequenta a licenciatura em Marketing da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS), praticou rugby e futebol federados e foi forcado durante uma década, até ao trágico episódio de 30 de agosto de 2012, na arena do Campo Pequeno, que o obrigou a mudar de rumo.

“O que poderia ter sido o fim foi apenas o início, e desde então já saltei de paraquedas, fiz surf, faço desporto adaptado, criei uma marca de roupa e agora a minha própria associação”, lembra, assumindo-se como “um apaixonado pelo desporto” que pretende, através deste novo projeto sem fins lucrativos, “combater a exclusão social, dentro e fora da mobilidade reduzida, através do desporto".


Fonte: Rostos
26
Anemia falciforme. Como uma mutação genética deu origem a doença que afeta milhões de pessoas
Nuno de Noronha
Saúde e Medicina


A anemia falciforme pode não ser tão conhecida como o VIH/Sida, a tuberculose ou a diabetes, mas afeta milhões de pessoas em todo o mundo e também pode matar. Hoje é o Dia Mundial de Consciencialização para a Doença Falciforme.
Anemia falciforme. Como uma mutação genética deu origem a doença que afeta milhões de pessoas


Segundo a Fundação Sickle Cell Disease, uma instituição na Califórnia que se dedida ao estudo da anemia falciforme, há 250 milhões portadores de um gene que se for herdado de ambos os progenitores pode dar origem a esta doença que é diagnosticada todos os anos em cerca de 300 mil pessoas.

A patologia é uma das doenças genéticas mais comuns: é caracterizada por uma alteração na fisionomia dos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e adquirem o aspeto de uma foice.

Essa deformidade provoca o endurecimento dos glóbulos vermelhos, dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos. A anemia falciforme pode causar dores, anemia crónica e levar à falência de vários órgãos vitais.
Origem numa mutação genética milenar?

Um estudo recente conduzido por investigadores do Center for Research on Genomics and Global Health (CRGGH), com base na análise do genoma de 3 mil pessoas, associou a anemia falciforme a uma mutação genética que se teria manifestado em apenas uma criança há 7 mil anos.

Segundo a investigação, há milhares de anos, quando o deserto do Saara era uma área húmida e chuvosa, coberta de floresta, uma criança nasceu com uma mutação genética que lhe conferiu imunidade contra a malária.


Há milhares de anos, essa mutação deu à criança portadora uma grande vantagem: viveu mais, cresceu mais e teve mais filhos porque sobreviveu à malária e não desenvolveu a anemia falciforme. Os seus filhos herdaram essa mutação e reproduziram-se. Mesmo hoje em dia as pessoas que têm a mutação do gene são mais resistentes à malária.

Mas é aí que entram as más consequências da doença: se uma pessoa herda o gene com aquela mutação de ambos os progenitores acaba por desenvolver a anemia falciforme, doença que pode dar origem a problemas pulmonares e cardiovasculares, dores nas articulações e fadiga intensa. E, para piorar, perde também a proteção natural contra a malária.

Num estudo publicado em março na revista científica "American Journal of Human Genetics", os cientistas Daniel Shriner e Charles Rotimi apresentaram esta descoberta após a análise do genoma de 3 mil pessoas, das quais 156 tinham anemia falciforme.


Fonte: https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/mutacao-genetica-de-uma-unica-crianca-deu-origem-a-doenca-que-afeta-milhoes-de-pessoas
27
Goalball / O jogo que ninguém vê
« Última mensagem por SLB2010 em 18/06/2018, 15:43 »
O jogo que ninguém vê

15/06/2018 11h56  Atualizado 15/06/2018 11h56

 
É ano de mundial! Ano de reunir a família, os amigos, a vizinhança e torcer junto. Ano repleto de emoções e de expectativas acerca do futebol, considerado como um dos esportes mais aclamados e assistidos por 49,6% dos brasileiros. O grande evento proporciona momentos de união dentro do lar, no país e, principalmente, entre todos os esportes. É no detalhe de cada emoção, no agito das palmas, na alegria ou na tristeza que transparecem nas lágrimas, na tensão dos minutos finais de cada partida, na vibração do grito da torcida e no brilho nos olhos ao prestigiar o tão esperado “gol”. A essência de todos torcerem e compartilharem juntos dos mesmos sentimentos.

Porém, em meio aos olhares voltados aos jogos desta grande competição mundial, existem aqueles que praticam outras modalidades inclusivas e buscam a visibilidade social no âmbito esportivo. Dentre essas modalidades existem as participações de outros esportes olímpicos, como o próprio futebol, vôlei, natação, entre outros. Em contrapartida destes, o Goalball é uma modalidade criada e disputada por atletas paraolímpicos, portadores de alguma deficiência visual.


Há quem confunda o goalball como uma adaptação do futebol, porém, ambos são totalmente divergentes (Foto: Yuri Higuchi e Getty Images) Há quem confunda o goalball como uma adaptação do futebol, porém, ambos são totalmente divergentes (Foto: Yuri Higuchi e Getty Images)

O esporte para você, para nós... paraolímpico!
A prática de atividades esportivas exige que os atletas se esforcem nos treinos e garantam um bom condicionamento físico. Além de trabalhar na preparação psicológica para a superação de desafios, o esporte traz benefícios à saúde, o que garante um ônus de disposição para o dia a dia.

A rotina dos atletas olímpicos está acerca do alcance de metas, que são estabelecidas a cada treino realizado, tornando-se um desafio diário que se renova a cada superação. Para os atletas paraolímpicos, não é diferente. Em contrapartida, os paratletas são postos a uma rotina de treinos adaptados e mais intensos, findada à superação de novos desafios. O praticante de modalidades paraolímpicas busca, também, pela inclusão social, além do reconhecimento esportivo na comunidade.

Após a Segunda Guerra Mundial, período onde houve o aumento de esportes paraolímpicos, visto a necessidade de ajuda na reabilitação e na inserção social dos soldados que foram mutilados durante a guerra. A intenção era oferecer uma alternativa de tratamento, porém, em 1944, o médico alemão, Dr. Ludwig Guttmann, inaugurou um centro de traumas medulares dentro do Hospital de Stoke Mandeville. Depois disso, o esporte paraolímpico ganhara força e incentivo inimagináveis.


Os Jogos Paraolímpicos foram organizados pela primeira vez na cidade de Roma, na Itália, em 1960, logo após os Jogos Olímpicos. Desde então, os Jogos Paraolímpicos são organizados a cada quatro anos, junto das Olimpíadas. Resultante do crescimento do esporte adaptado, em 1964, foi criada a Organização Internacional de Esportes para Deficientes (ISOD). Hoje o esporte paraolímpico é gerido pelo Comitê Paraolímpico Internacional, IPC (Internacional Paraolimpic Comitee).


Goalball faz parte das modalidades paraolímpicas e exige a concentração dos atletas (Foto: Yuri Higuchi)

Não é futebol adaptado, é Goalball!
Confundir a modalidade, criada especialmente para atletas com deficiência visual, como uma adaptação do futebol, é comum por pessoas leigas no assunto. Porém, o esporte paraolímpico não se relaciona com as partidas de futebol.

De acordo com o histórico e o crescimento da modalidade, o Goalball foi apresentado como um esporte de alto rendimento para os atletas, durante os Jogos de Toronto, em 1976. A apresentação deu um impulso na modalidade no âmbito esportivo que, ao longo dos anos, foi considerada com uma das principais forças do esporte paraolímpico do Brasil. Atualmente, as seleções masculina e feminina colecionam inúmeras medalhas de campeonatos, como as “Paraolimpíadas” e o “Parapan-Americano”.

Para explicar melhor sobre como funciona uma partida de Goalball, as regras, a história e o contexto social que o esporte abrange, entramos em quadra para entrevistar a treinadora e responsável pela fundação do esporte na cidade de Bauru, Marli Nabeiro, os atletas Gabriel Davi e Lorena Barbosa e a voluntária e bolsista do projeto, formada em Educação Física pela Unesp de Bauru, Maria Aparecida.

Conheça a história do Goalball, esporte paralímpico que surgiu no pós-guerra
Saúde em jogo
“A realização de atividades físicas e a prática de esportes, contribuem com inúmeros benefícios para todos os seus praticantes e, especialmente, para os portadores de necessidades especiais”, confirma o Dr. João Luiz Parra Marinello, médico neurologista e especialista em neurocirurgia e cirurgia da coluna vertebral, atuante pela Unimed Lins. Dentre estas vantagens proporcionadas, algumas ganham destaque, como:

O fortalecimento da musculatura do tronco e outros membros.
O alívio da dor crônica (especialmente da dor neuropática).
Melhora na resistência física e na capacidade cardiopulmonar.
Promoção da integração social e do bem-estar geral.


Paratletas devem passar por acompanhamento médico especializado (Foto: Getty Images)

O Dr. João Luiz afirma, também, que todo praticante de atividade física deve realizar acompanhamento médico regularmente a fim de prevenir lesões musculoesqueléticas. “De acordo com o tipo de atividade física proposta, há a necessidade de fortalecimento muscular prévio e adequado, com o objetivo de evitar lesões articulares”, recomenda.

O neurologista destaca a importância de dialogar e abordar todos os benefícios físicos e sociais relacionados à atividade física e ao esporte, bem como demonstrar o desempenho progressivo e individual de cada paciente. “São ferramentas importantes no estímulo para a realização regular de atividades físicas”, afirma.


O neurologista, Dr. João Luiz, destaca a importância de praticar esportes independente da condição física (Foto: João Luiz Parra Marinello)


Do Goalball ao futebol, independente do esporte ou da atividade física, a prática destes deve ser sempre uma opção recomendada para os portadores de necessidades especiais, seja física, neurológica ou visual.

Se interessou pelo projeto de Goalball? Saiba como fazer parte!

Os treinos de Goalball acontecem na Praça de Esportes do Departamento de Educação Física da Unesp de Bauru, semanalmente, às sextas-feiras, sob supervisão e coordenação da treinadora e fundadora do projeto, Marli Nabeiro.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/especial-publicitario/unimed-centro-oeste-paulista/noticia/o-jogo-que-ninguem-ve.ghtml
28
Uma vida inteira a cuidar do filho Miguel e a desafiá-lo


Fátima Parracho, antiga enfermeira no centro de reabilitação de Alcoitão, cuida do filho desde sempre. Miguel teve leucemia aos 3 anos e aos 6 teve uma encefalite que o deixou numa cadeira de rodas. Obstáculos que não travaram esta mãe, nem este filho. Fátima cuida orgulhosamente dele e Miguel está a tirar a licenciatura em animação digital.

Ser mãe é ser cuidadora, mas no caso de Fátima Parracho essa palavra tem ainda mais significado. Miguel, o filho de 23 anos, está desde os 6 numa cadeira de rodas e Fátima acabou por deixar o trabalho para se dedicar a ser cuidadora a 100% e "motorista em part-time".

Durante muitos anos, Fátima foi conciliando o trabalho como enfermeira no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), com o de cuidadora de Miguel. Até que isso se tornou impossível. Reformou-se e passou a viver, ainda mais, em função do filho. Aos 62 anos, o dia-a-dia de Fátima é planeado de acordo com os horários dele, estudante de animação digital na Universidade Lusófona, em Lisboa.

Mas é sem qualquer peso na voz (pelo contrário, até com muito orgulho) que Fátima admite: "A minha agenda é sempre a agenda do Miguel." "Nos dias que tem aulas de manhã, saímos de casa muito cedo por causa do trânsito [moram em Sintra], uma vezes fazemos as refeições em casa, outras na faculdade. Nos intervalos vou tentando gerir, umas vezes fico por Lisboa, outras vou a Oeiras ou a Cascais se tenho coisas a resolver." E elogia a paciência do filho que, por vezes, tem de esperar por ela no carro ou ficar em casa.

Com uma ligeira alteração no quadro clínico - Miguel cansa-se mais nos últimos tempos, uma mudança que ainda está a ser diagnosticada -, o jovem sente agora mais necessidade de que a mãe o ajude no espaço da escola, mas durante a escolaridade obrigatória foi sempre muito autónomo, conta Fátima. Além disso, na altura, podia contar com os ATL para que Miguel tivesse todo o apoio de que precisava quando ela estava no trabalho.

Agora que está mais velho é mais difícil encontrar instituições que possam desenvolver atividades para o Miguel se ocupar também durante as férias. Por isso, foi com satisfação que Fátima recebeu a possibilidade de poder fazer parte do programa de descanso do cuidador, promovido pela Santa Casa. "Vamos tentar que o Miguel saia porque precisa de conviver com pessoas da idade dele e se eu, como cuidadora, também pudesse ter algumas férias, seria juntar o útil ao agradável", descreve.

Miguel não parece muito convencido a sair de casa, o seu local preferido, como o próprio confessa. Sair só mesmo "quando é preciso", para ir à faculdade ou a consultas.

No entanto, essa é uma batalha que Fátima não dá como perdida. Quer ver o filho tirar a carta de condução e a sair mais com pessoas da mesma idade. "Às vezes, esse é o papel de má da fita, porque embora internamente ele reconheça que é para bem dele, às vezes insisto em determinadas atividades que gostaria que ele fizesse e ele nem sempre está a fim". Poder-se-ia pensar que isso tem feito com que Miguel dê negas à insistência da mãe, mas Fátima tem conseguido levar a água ao seu moinho. Já o convenceu a fazer desporto adaptado como mergulho ou canoagem, e isto sem que "ele seja muito radical", assegura.

Às vezes, esse é o papel de má da fita, porque embora internamente ele reconheça que é para bem dele, às vezes insisto em determinadas atividades que gostaria que ele fizesse e ele nem sempre está a fim

A vencer batalhas desde cedo

Desde muito cedo que Miguel sabe o que é enfrentar desafios. Aos 3 anos e meio teve uma leucemia linfoblástica, fez dois anos de quimioterapia e um transplante medular. "Quando aparentemente estava tudo ultrapassado, aos 6 anos, já na escola primária, teve uma encefalite", conta Fátima.

A doença mudou a vida de Miguel e da mãe. Depois de um tempo internado, com passagem pelos cuidados intensivos, e um ano de reabilitação em Alcoitão, Miguel retomou a escola "um ano e tal depois", mas já com a mobilidade afetada.

A escola fez rampas e em casa tudo foi repensado para que Miguel se pudesse deslocar mais facilmente de cadeira de rodas. Desde a porta que abre para rua até ao elevador nas escadas.

Entre a escola e os tempos livres, Fátima ia conseguindo dar apoio ao filho e manter o emprego. "Esperou muito por mim no ATL, "tadito"", recorda a enfermeira, que não se cansa de elogiar o filho. Sem familiares por perto que pudessem dar uma ajuda, os dois foram sempre encontrando soluções até para as férias de verão, mesmo que, em último caso, Fátima precisasse de levá-lo consigo para o trabalho.

Nos últimos anos foi Fátima que passou por uma fase mais complicada, que a obrigou a internar Miguel temporariamente numa instituição. "Fui operada a um cancro da mama, tive uma pessoa que me ajudou a cuidar dele e, na fase mais aguda, teve de estar no internamento de uma instituição porque não podia mesmo cuidar dele".

Um descanso bem-vindo para os dois

A dependência física de Miguel é bastante significativa. No entanto, Fátima desvaloriza esse ponto e sublinha que o filho "ajuda em tudo o que pode ajudar". "Só não consegue meter a cadeira dentro do carro", frisa. Daí que esteja à espera de um novo sistema para facilitar essa operação, evitando causar mais dano aos seus ombros e permitindo a Fátima "cuidar o melhor possível" do filho, durante mais anos.

Embora procure moderar os esforços que faz, porque "os anos já pesam", Fátima explica que a ideia de integrar o programa de férias para cuidadores da Santa Casa a anima mais pelo que pode fazer por Miguel do que pelo seu descanso. "Era para ele interagir com pessoas da idade dele e não para me dar férias."

Aliás, Fátima lembra que há milhares e milhares de cuidadores no país - 800 mil, segundo algumas estimativas, principalmente mulheres entre os 45 e os 75 anos -, e muitos com um fardo bem mais pesado do que o dela. "Felizmente, o Miguel não me desgasta muito psicologicamente, é só o que é inerente à idade", refere enquanto troca olhares de cumplicidade com o filho.

Felizmente, o Miguel não me desgasta muito psicologicamente, é só o que é inerente à idade

Fátima lamenta que o papel do cuidador informal não seja mais reconhecido e que recaia sobre eles "uma sobrecarga excessiva". "Conheço muitos cuidadores que não sei se aguentaria uma semana no papel deles, porque o desgaste, além de físico, é psicológico. É a fadiga diurna e noturna de, por vezes, não conseguirem dormir, não só pela preocupação de ver se está tudo bem, mas também porque eles gritam dia e noite, e desgastam repetindo sistematicamente a mesma pergunta."

Situações complicadas e desgastantes que, para Fátima, mereceriam mais apoio do que aquele que existe. Nomeadamente mais períodos de descanso do cuidador ao longo do ano (atualmente a lei prevê um período de 90 dias por ano de internamento com vista ao descanso do cuidador principal, mas nem sempre há vagas nas instituições). A Santa Casa criou, no ano passado, a semana do descanso do cuidador, oferecendo a famílias esse tempo de férias na colónia de São Julião da Ericeira.

Fátima anseia por este apoio - para que tanto ela como o filho possam conviver com outras pessoas -, sobretudo numa altura em que tem tido dificuldade para encontrar sozinha espaços onde o filho se possa divertir durante o verão e desenvolver competências sociais.

No fundo, Fátima quer para o seu menino o mesmo que todas as mães: "Que ele vá voando pelos seus meios, com as ferramentas que tem."


Fonte: DN
29
Boccia / BOCCIA: TRÊS CAMPEÕES NO NACIONAL DE SUB-14 E SUB-21
« Última mensagem por SLB2010 em 18/06/2018, 15:31 »
BOCCIA: TRÊS CAMPEÕES NO NACIONAL DE SUB-14 E SUB-21

FC Porto esteve presente com quatro atletas, garantindo três medalhas de ouro e uma de prata



Realizou-se neste fim de semana o Campeonato Nacional de Sub-14 e Sub-21 de Boccia, em São João de Ver. O FC Porto esteve presente com quatro atletas, sob orientação da treinadora Joana Silva, garantindo três medalhas de ouro e uma medalha de prata.


Alice Moreira sagrou-se campeã nacional de BC3 no escalão Sub-21, vencendo todos os seus jogos. Rui Ribeiro perdeu apenas contra a sua companheira de equipa e ficou no segundo lugar do pódio. Pedro Ferreira venceu na classe BC2, escalão Sub-21, e o dragão mais novo da equipa, Diogo Castro, garantiu igualmente o primeiro lugar, com vitórias em todos os jogos realizados no escalão Sub-15 da classe BC3.


Site: FCP
30
Alunos surdos “ansiosos” pelo primeiro exame feito a pensar neles

Português Língua Segunda é a novidade nos exames nacionais do ensino secundário. A prova culmina implementação do programa da nova disciplina, aprovado há sete anos.

SAMUEL SILVA 18 de Junho de 2018, 7:10 Partilhar notícia


Ana Filipa Alves, Maria Oliveira e Diogo Fonseca a prepararem-se para o exame NÉLSON GARRIDO

Diogo Fonseca detém-se por instantes à procura do gesto certo. “Ansioso” – era isso que queria dizer. “Estamos um bocado ansiosos com esta mudança”, prossegue. Este jovem de Peso da Régua é um dos 44 alunos que respondem amanhã ao exame nacional de Português Língua Segunda (PL2), uma prova feita especificamente para alunos surdos. É a primeira vez que se realiza.


Num gabinete da escola João Araújo Correia, no centro da cidade duriense, Diogo partilha um lugar à mesa com Maria Oliveira, que é sua colega no curso profissional de Multimédia, e Ana Filipa Alves, estudante num curso científico-humanístico. São estes os três alunos daquele estabelecimento de ensino que vão fazer o exame nacional de PL2.

A novidade está a deixá-los apreensivos. Sentada numa das pontas da mesa, Maria Oliveira conta que tem “medo de ficar desiludida com o que vão perguntar” no exame. Se a prova de amanhã for semelhante às anteriores – até ao ano passado, os alunos surdos respondiam a uma adaptação do exame de Português –, não tem dúvidas de que a vai “conseguir fazer”. Se for diferente, o dia pode correr mal, desabafa.

No exame de amanhã, Maria precisa de uma boa nota. Quer entrar na Escola Superior de Educação de Coimbra e PL2 é a sua prova específica – cumpre a mesma função do exame de Português para estes alunos. Ana Filipa e Diogo também pretendem seguir os estudos para o ensino superior, ela em Gestão, ele em Informática ou Multimédia.

Sendo esta a primeira vez que este exame nacional se realiza, não existe nenhuma prova que sirva de modelo para preparar o estudo. A informação disponibilizada pelo Júri Nacional de Exames faz o professor da disciplina, Benjamim Matos, pensar que a nova prova será semelhante em termos de estrutura à que se realizou até ao ano passado. É com base nisso que tem preparado os estudantes para o exame.

Educação bilingue
Se é certo que a novidade deste ano deixou os alunos ansiosos, aquilo que “mais preocupa” é mesmo a composição que vão ter que escrever no exame – que é integralmente escrito. A explicação é dada por Ana Filipa Alves, a mais extrovertida dos três alunos da Régua: os alunos surdos têm dificuldades com o vocabulário, que é habitualmente mais reduzido dadas as especificidades da Língua Gestual Portuguesa (LGP), e também se sentem pouco à vontade com a expressão escrita. “A estrutura da LGP é muito diferente da do Português”, expõe.

Em 2011/12, os alunos surdos passaram a ter um programa próprio de aprendizagem do Português, que tem aplicação do 1.º ao 12.º ano. A disciplina de PL2 segue um modelo de educação bilingue, considerando-se a LGP a língua materna e a Língua Portuguesa escrita e falada como segunda língua. A língua tem, para estes alunos, uma abordagem mais literal e menos simbólica, pelo que, por exemplo, o trabalho de interpretação de um texto literário é adaptado às suas características.

Há dois anos, foram introduzidas as primeiras provas nacionais na disciplina, no 9.º ano. E agora, pela primeira vez, há um exame nacional do ensino secundário de PL2. “É mais uma medida que contribui decisivamente para uma escola que se quer inclusiva e em que a todos é garantido o acesso pleno ao currículo”, sublinha fonte do Ministério da Educação ao PÚBLICO.

No corredor que leva do gabinete onde Maria, Ana Filipa e Diogo trabalham com o professor há um grande placard de cortiça, coberto com uma estrutura envidraçada. Está vazio, mas por cima do mesmo há pequenas cartolinas coloridas com o alfabeto da LGP.


A escola João Araújo Correia é a sede do único agrupamento de referência para alunos surdos em todo o interior do Norte do país. Além dos três que este ano chegaram ao final do ensino secundário, há mais 13 que chegam de diferentes pontos da região: Lamego, Alijó, Chaves.


Fonte: Publico
Páginas: 1 2 [3] 4 5 ... 10


Anuncie Connosco Anuncie Connosco Stannah Mobilidade S.A Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
       
Voltar ao topo