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Acção Social / Funcionário ajuda rapaz em cadeira de rodas a patinar
« Última mensagem por migel em 19/08/2018, 17:19 »
Funcionário ajuda rapaz em cadeira de rodas a patinar

17.08.2018 19:21 por David Oliveira com Leonor

A mãe agradeceu a forma como o trabalhador do ringue de patinagem tratou o seu filho mais velho como uma “criança normal".
 
     

ABC News

Um trabalhador de um ringue de patinagem em Beaver Creek, Estados Unidos, fez o dia de um pequeno rapaz de cadeira de rodas, ao ter ajudado os pais a patinarem com o jovem no gelo. A mãe da criança considerou que o funcionário, um total desconhecido da família, tratou o jovem como "uma pessoa normal" e não como um "menino especial."

Charlie Sumner tem paralisia cerebral e isso fê-lo "isolar-se", contou a mãe, Jamie Sumner, ao programa de televisão norte-americano Good Morning America. Jamie é a autora do livro "Unbound", um livro sobre ser-se mãe de uma criança com necessidades especiais.

O rapaz de seis anos usa uma cadeira de rodas para se deslocar. Charlie tem dois irmãos mais novos, gémeos de quatro anos. A família já tinha feito férias neste local. Porém, foram um desastre.

Mas desta vez foi bastante diferente. "O Charlie escalou connosco, pois levámo-lo às costas numa mochila, e andou de comboio. Nós certificámo-nos de que ele fazia tudo. Contudo, a patinagem no gelo era uma actividade que ainda não tínhamos descoberto como é que faríamos", revelou a mãe.

Já era hábito na família separarem-se, afirma Jamie: "Quando vamos ao parque, eu levo o Charlie a dar um passeio e o Jody, o pai, fica a brincar com os gémeos". O irmão e a irmã mais nova de Charlie insistiram para irem patinar. O desejo deles devia-se ao seu pai jogar numa equipa de hóquei no gelo.

Enquanto os gémeos patinavam com o pai, Charlie ficou fora do ringue a assistir com a mãe. Um trabalhador do ringue estava a ajudar Jody a ensinar os gémeos a esquiar. "Charlie continuava a apontar para o gelo", conta a mãe. E acrescentou: "O funcionário veio ter com ele e perguntou-lhe se ele não gostaria de ir para o gelo. Eu não estava preparada, nem sequer sabia que isso era uma opção".

"Muita gente acha o Charlie querido, mas raramente oferecem-se para ajudá-lo. Mas este homem não tratou o Charlie de forma especial. Abordou-o como uma criança normal, da mesma forma que falou com os meus outros filhos", disse Jamie.


fonte: https://www.sabado.pt/vida/detalhe/funcionario-ajuda-rapaz-em-cadeira-de-rodas-a-patinar
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Tratamento de Roupa / Prensa de Engomar
« Última mensagem por Isanches em 19/08/2018, 17:18 »
Olá

Uma prensa de engomar trata-se de um electrodoméstico com uma grande superfície de trabalho (cerca de 66x26cm) dividida em 2 pranchas.
Utiliza uma combinação de pressão e vapor, o vapor pode ser obtido a partir de ar ou vácuo.


Funcionamento:
Coloca-se em cima de uma superfície plana, como uma mesa, destranca-se o fecho e liga-se. Espera-se uns minutos para aquecer. Depois define-se a intensidade da temperatura de acordo com o tipo de tecido a engomar. Posiciona-se a peça a engomar na prancha inferior e aplica-se a pressão com a prancha do topo, com a ajuda de uma pega. Enquanto isso o fundo fornece vapor.

Vantajoso para: pessoas que não podem engomar de pé, que não consigam utilizar uma tábua de engomar (por exemplo: pessoas de baixa estatura ou que se movam em cadeira de rodas), que não consigam manobrar e pressionar um ferro de engomar.

Outras vantagens:
* Para além de engomar roupa também permite engomar lençóis e toalhas, e outros artigos de grande dimensão.
* Com mais poder de vapor do que ferros de engomar (até 5 vezes mais), pelo que a longo prazo poupa tempo e dinheiro.
* É mais eficiente pois tem maior poder de pressão do que os ferros de engomar.
* Pode substituir limpeza a seco, poupando assim dinheiro e evitando os químicos usados na limpeza a seco.
* Engoma roupa mais rapidamente que um ferro de engomar.
* Ajuda a manter a integridade e forma dos tecidos.
* O ar ou vácuo ajudam a retirar o vapor das roupas, tornando-a mais eficiente a secar a roupa depois de engomar do que os vaporizadores de engomar.
(ver tópico dos vaporizadores: https://www.deficiente-forum.com/tratamento-de-roupa/vaporizador-de-engomar/)

Desvantagens:
* O utilizador não é completamente autónomo: a transportar, a colocar a prensa numa superfície e a arrumá-la, por exemplo.
* Não pode ser utilizada em superfícies delicadas que não estejam protegidas.
* A prensa tem de arrefecer completamente antes de ser arrumada.
* Um botão de desligamento longe da pega pode ser um perigo se o utilizador puser a mão entre as pranchas para o pressionar.
* A prensa é mais pesada e maior do que uma tábua de engomar tradicional.
* A maneira de engomar face a ferros de engomar é diferente, pelo que o utilizador tem de aprender a adaptar-se.

Opções a considerar:
 * Sistema de fecho que una ambas as pranchas seguramente, para a prensa ser mais fácil de transporte e arrumar.
* Controlos ergonómicos: situados na pega da prancha superior, por exemplo.
* Sistema de alarme auditivo para avisar quando a pega fica em baixo durante muito tempo, para evitar que a roupa fique demasiado exposta ao calor.
* Desligamento automático com aviso sonoro após período sem utilização.
* Velocidade de aquecimento: quanto maior for, mais rapidamente poderá engomar.
* Controlo da temperatura e quantidade de vapor, para se adaptarem a diferentes tecidos.
* Capa da prancha de baixo lavável.
* Fecho com segurança.
* Depósito de água integrado na prensa.
* Função de passar a seco.
* Placa de alumínio na base inferior que ajude a manter a temperatura.
* Capas anti viscosidade para as pranchas, para a roupa não se pegar a elas.
* Garantia: considera duração, peças abrangidas e opção de prolongamento.

Privilegiar marcas e lojas com bom apoio ao cliente.

Marcas presentes em Portugal: Singer / etc.
Preço c/ Iva aprox.: 250€

Investigar opiniões, críticas. On-line: na amazon ou Deco, etc.

Partilhem as vossas opiniões, experiências e críticas, para ajudar e informar a comunidade.

Cpts

3
Boccia / Equipa BC1/BC2 em sétimo lugar no campeonato do Mundo de boccia
« Última mensagem por salgado18 em 19/08/2018, 17:04 »
Equipa BC1/BC2 em sétimo lugar no campeonato do Mundo de boccia


Fotografia: Reprodução/Facebook

17 Agosto 2018 às 23:24
Campeonato do Mundo de boccia, a decorrer em Liverpool, Inglaterra, termina no sábado.

Um sétimo lugar em equipa BC1/BC2 foi o melhor resultado obtido por Portugal no Campeonato do Mundo de boccia, que termina no sábado em Liverpool, Inglaterra.


Miguel Gaspar passa cut do Open da Irlanda do Norte
António Marques, André Ramos, Nélson Fernandes, Abílio Valente e Cristina Gonçalves alcançaram os quartos de final, fase na qual foram derrotados pela Tailândia, por 9-4.

No jogo decisivo da fase de grupos, o par BC4, composto por Pedro Clara, Nuno Guerreiro e Carla Oliveira, foi afastado pelo Reino Unido (4-2), falhando os "quartos".

O mesmo sucedeu com o par BC3 de José Macedo, Avelino Andrade e Sara Vieira, com desaire 7-3 com a França.

No quadro individual, destaque para o desempenho de Cristina Gonçalves (BC2) ao atingir os quartos de final, cedendo aí frente ao japonês Hidetaka Sugimura (5-2).

Nuno Guerreiro (BC4), Avelino Andrade (BC3) e Abílio Valente (BC2) tiveram o segundo melhor registo luso ao chegaram aos quartos de final.

Nuno Guerreiro perdeu com o chinês Yusansen Then (5-3), Avelino Andrade com o coreano Howon Jeong (8-0) e Abílio Valente com o eslovaco Robert Mezik (3-1).

O Jogo
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Mas afinal o que é inclusão social?


Foto: AFEP/ FCF – UNESP.

Não restam dúvidas de que basta uma simples e breve consulta ao dicionário monolíngue português para que se adquira os significados dos termos inclusão e social, aquela geralmente posta como sinônimo de palavras relacionadas ao envolvimento, ao recrutamento ou à abrangência, enquanto esta comumente relacionada ao coletivo ou à sociedade, ainda que tais conceitos sejam ineficazes ou rasos à compreensão da dimensão do termo no âmbito jurídico.

Certo é que a busca por uma sociedade igual e justa, nos moldes constitucionalmente pretendidos, deve se basear em políticas públicas e planos governamentais e civis que oportunizem e criem condições exequíveis de acesso e participação a todas às pessoas, especialmente àquelas que possuem algum tipo de deficiência e, em virtude de suas necessidades especiais e diferenças, têm seus valores e direitos desrespeitados.

 
Desde os primórdios, as pessoas com deficiência foram inseridas ou não no seio social a partir de avaliações externas e preconceituosas de suas potencialidades e das possibilidades de participação com caráter produtivo na sociedade. Ou seja, a inclusão social propriamente dita era totalmente desprezada, bastando apenas medir se a pessoa com deficiência seria útil ao progresso econômico da sociedade.

A exteriorização e a colocação em pauta do conceito e dos principais temas envolvendo a inclusão social das pessoas com deficiência teve palco no cenário construído a partir da década de 80, quando importantes movimentos e atores sociais – responsáveis por buscar alternativas praticáveis à adaptação razoável da pessoa com deficiência nos diversos setores da convivência humana [1], – ganhavam direito e lugar de fala numa sociedade ainda alicerçada em paradigmas discriminatórios.



Naquele tempo, a incapacidade individual da pessoa com deficiência era classificada como a grande responsável pelas limitações funcionais dos indivíduos, cuja culpa por estar nessa ou naquela situação era estritamente sua. Por outro lado, no mesmo instante, desenvolvia-se o assistencialismo, que buscou incessantemente a colocação das pessoas com deficiência no âmbito da inclusão social, mas ainda lhes nomeando como “excepcionais”, englobados ali todos os indivíduos cujas características desviavam das normas e padrões construídos pelos homens em suas relações sociais [2].

Felizmente, a Constituição Federal de 1988 assimilou a importância pela busca do direito à igualdade e, consequentemente, da inclusão social das pessoas com deficiência, ao ordenar que nenhum cidadão pode ser submetido a qualquer forma de discriminação. Por isso, hoje é possível afirmar que de fato foi inaugurado um olhar e interpretação sobre a inclusão social, com fulcro em princípios éticos, de respeito e cidadania, que visam valorizar o sujeito enquanto fim em si mesmo, extirpando a visão que considera o humano como meio para atingir um bem social maior.


In  http://justificando.cartacapital.com.br/2018/08/13/mas-afinal-o-que-e-inclusao-social/
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Natação / Natação: Marco Meneses medalha de bronze nos Europeus
« Última mensagem por rodrigosapo em 19/08/2018, 16:47 »
Natação: Marco Meneses medalha de bronze nos Europeus


Português subiu ao pódio nos 100 metros costas
 
• Foto: Comité Paralímpico de Portugal

O nadador Marco Meneses conquistou a medalha de bronze na final dos 100 metros costas dos Campeonatos Europeus paralímpicos de natação, que decorrem em Dublin, a segunda para Portugal na competição.

Marco Meneses assegurou o bronze com o tempo de 1.14,08 minutos.


Na quarta-feira, o nadador Ivo Rocha tinha já conquistado uma medalha de bronze dos 100 metros bruços.

Além do pódio de Marco Meneses, o quarto dia da competição ficou marcado pela presença em finais de Daniel Videira e Diogo Cancela.

Na sexta-feira, Marco Meneses volta a entrar em ação na prova de 200 metros estilos, enquanto Rúben Linhares compete em 100 metros livres e Daniel Videira nos 400 metros livres.

Renata Pinto, por seu turno, compete em 200 metros estilos.

Os Campeonatos Europeus Paralímpicos de natação terminam em 19 de agosto.


Por Lusa

Fonte: record
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Surf Adaptado / Garrett McNamara ensina a surfar em Peniche
« Última mensagem por SLB2010 em 19/08/2018, 16:40 »
Garrett McNamara ensina a surfar em Peniche

O surfista de ondas grandes Garrett McNamara participa em aulas abertas ao público em diversas praias de norte a sul do país, incluindo Peniche, na quarta edição das Buondi Surf Sessions, iniciativa que para além do público em geral também ensina a surfar pessoas com mobilidade reduzida, através de pranchas adaptadas, no âmbito de uma parceria com a SURFaddict (Associação Portuguesa de Surf Adaptado).


16-08-2018 |
Garrett McNamara participa em aulas abertas ao público

Foi desenvolvida uma cadeira anfíbia que acompanhará as aulas e que visa melhorar a experiência de um dia na praia junto deste público, permitindo uma maior mobilidade e um acesso mais fácil ao mar. Será oferecida uma destas cadeiras a cada autarquia/concessionário por onde vão passar as Buondi Surf Sessions.
O evento decorre de 15 a 30 de agosto e mobiliza miúdos e graúdos para experimentarem as modalidades de surf ou stand up paddle.
“As Buondi Surf Sessions superaram as nossas próprias expetativas. Trata-se de um projeto fascinante que angaria o interesse de cada vez mais pessoas. De tal forma que, ano após ano, sentimos que temos que continuar a apostar nele e levar esta experiência cada vez mais longe”, refere Pedro Sampaio, brand manager da Buondi. O representante da SURFAddict, Nuno Vitorino, acredita que “a prática de desporto está ao alcance de qualquer pessoa e fazemos um balanço muito positivo desta parceria”.
Dando seguimento a ações realizadas em anos anteriores sob a temática da proteção das dunas e uma praia sem lixo, este ano Garrett McNamara é convidado para, em sintonia com as Buondi Surf Sessions, levar a cabo uma nova iniciativa que espelha a preocupação de ambos com as questões ambientais, nomeadamente o excesso de plástico nas praias e no mar.
O surfista não vai estar na Foz do Arelho no dia 17 de agosto, das 10h às 12h, onde haverá uma aula aberta ao público. Entre as 11h e as 13h decorrerá uma aula de surf adaptado. Contudo, estará em Peniche no dia seguinte, das 14h às 16h, para uma aula aberta ao público. Das 15h às 17h terá lugar uma aula de surf adaptado.


Fonte: https://jornaldascaldas.com/Garrett_McNamara_ensina_a_surfar_na_Foz_do_Arelho
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Equipes brasileiras perdem no Mundial de cadeira de rodas 18 de agosto de 2018


 Brasil perde para Itália no Mundial de cadeira de rodas Reprodução/Youtube
O Brasil sofreu uma derrota para a Itália no Mundial de basquete de cadeira de rodas. No feminino, o resultado negativo veio contra a Grã-Bretanha.


Na manhã deste sábado (18), o Brasil entrou em quadra pela segunda partida do Mundial de basquete de cadeira de rodas. O adversário foi a Itália, que derrotou os brasileiros por 57 a 49.


+ CONFIRA AQUI A TABELA COMPLETA DO MUNDIAL

O primeiro ponto do jogo foi da Itália, mas logo o Brasil passou a frente no placar com um ponto de três. E a contagem seguiu equilibrada durante o duelo, até os italianos conquistarem a vantagem.

O Brasil entrou em quadra com Dwan Gomes dos Santos, Natanael da Silva, Paulo dos Santos, Marcos Silva e Gelson José Júnior da Silva. Do outro lado, a Itália veio com Giulio Maria Papi, Jacopo Geninazzi, Claudio Spanu, Filippo Carossino e Ahmed Raourahi.

Ao todo, 16 países – divididos em quatro grupos – disputam a competição em Hamburgo, na Alemanha. O Brasil faz parte do Grupo C, ao lado de Itália, Japão e Turquia. O próximo desafio da seleção brasileira masculina será contra o Japão, na segunda-feira (20), às 05:05. A primeira partida foi contra a Turquia, e a equipe verde e amarela foi derrotada por 59 a 52.

Reveja a partida:


Feminino

Na competição feminina, o desafio da equipe brasileira foi contra a Grã-Bretanha. Em quadra, porém, a seleção não conseguiu mostrar todo o seu potencial, saindo com a derrota por 72 a 45.


Fonte: https://www.olimpiadatododia.com.br/basquete/86795-brasil-mundial-de-cadeira-de-rodas/
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Menino com deficiência visual conhece jogador do Real Madrid

Na Supercopa da Europa, entre Real e Atlético de Madri, a UEFA fez uma ação com crianças cegas que foram ao jogo. Uma deles viveu momento especial
R7 SÓ ESPORTES
Carla Canteras, do R7


 Kross recebe Aron antes da final da Supercopa entre Real e Atlético de Madri

A final da Supercopa da Europa entre Real Madrid e Atlético de Madri foi muito especial para Aron. Garoto deficiente visual que tinha o sonho de conhecer Tony Kroos, meia alemão do Real Madrid. O jogador logo topou o encontro.

Como ele não enxerga, Aron precisou usar as mãos para conhecer direitinho o craque. Veja como foi o encontro.

Fonte: https://esportes.r7.com/prisma/r7-so-esportes/menino-com-deficiencia-visual-conhece-jogador-do-real-madrid-16082018

 
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Parlamento aprova lei do Governo do "maior acompanhado"



O Parlamento aprovou nesta sexta-feira a lei do Governo sobre o regime do maior acompanhado e a maioria de esquerda chumbou dois projectos do CDS relativos a protecção de idosos.


A proposta de lei do executivo, defendida de manhã pela ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, foi aprovada, na generalidade, pela maioria de esquerda e PAN. PSD e CDS abstiveram-se

O novo "regime do maior acompanhado" vem substituir os regimes de interdição (para quem é declarado incapaz de gerir a sua vida e bens) e de inabilitação (para quem é declarado incapaz apenas de gerir os seus bens), que, segundo a ministra, são processos "lentos e assumem uma feição estigmatizante", estando "longe de proporcionar soluções adequadas" à realidade portuguesa.

No debate, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, disse que, nos últimos dois anos, apenas cem pessoas pediram junto do tribunal uma declaração de inabilitação, um número que considerou "absolutamente insignificante"

"A inabilitação era muito pouco usada. Nos últimos dois anos foram cem casos, cem casos na sociedade portuguesa é absolutamente insignificante e não faz nenhum sentido", afirmou a ministra na Assembleia da República, onde foi debatida a proposta de lei do Governo que cria o "regime do maior acompanhado".

No caso da interdição também havia problemas, porque não se conseguia constituir o conselho de família, disse Francisca Van Dunem. "Com esta medida damos um passo de gigante relativamente às necessidades de muitos cidadãos portugueses", disse a ministra em resposta aos deputados.

Com o novo modelo, "limita-se a intervenção ao mínimo essencial, preservando-se, em toda a extensão possível, a capacidade de autodeterminação que a pessoa ainda titula, apenas se admitindo a representação (substituição) nos casos em que esta não disponha da competência para formar a sua vontade ou para a exteriorizar", explicou.

O objectivo é que a pessoa "possa manifestar a sua vontade com a ajuda de outrem, orientado, objectiva e subjectivamente, pela defesa da autonomia e dos interesses do acompanhado".

"A intervenção orienta-se pelo princípio da capacidade e não pelo princípio contrário, o da incapacidade", frisou.

A ministra adiantou que o conteúdo do acompanhamento é determinado pelo "concreto grau de incapacidade de que o acompanhado é portador, devendo a sentença que o decreta, definir, com precisão, o âmbito do acompanhamento, sem vinculação ao pedido".

O apoio na tomada de decisões é variável, na forma e na intensidade, de modo a corresponder às concretas necessidades da pessoa que dele necessita, disse, sublinhando que este modelo "resolve de modo adequado a tensão entre a autonomia e a protecção".

Os democratas-cristãos apresentaram também dois projectos, um que cria a indignidade sucessória, impedindo a herança a filhos que não tratem bem os pais, e outro a reforçar a protecção legal aos herdeiros interditos ou inabilitados, mas foram chumbados. A favor votaram o CDS e PAN, o PSD absteve-se e votaram contra PS, PCP, BE e PEV.

Igualmente aprovado foi um projecto de resolução do Bloco de Esquerda a recomendar ao Governo que adopte mecanismos de apoio para o cumprimento da convenção dos direitos das pessoas com deficiência.


Fonte: Público
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Deficiência e Violência sobre Mulheres e Raparigas



A violência entre parceiros íntimos (VPI) é a forma mais frequente de violência sobre mulheres e raparigas em todo o mundo. Estima-se que uma em cada 3 mulheres seja vítima de VPI durante a sua vida.

As mulheres com deficiência têm um risco duas a quatro vezes superior de serem vítimas de VPI, segundo os dados do What Works to Prevent Violence Against Women and Girls Global Programme - What works (Programa mundial - O que é necessário fazer para prevenir a violência sobre mulheres e raparigas).

What Works é um programa mundial, inovador, que abrange 13 países em todo o mundo e que recolhe dados sobre o que é necessário fazer para prevenir a violência em ambientes de baixo e médio rendimentos.

No artigo publicado em julho de 2018, demonstra-se que esta realidade é particularmente preocupante nos países com baixo e médio PIB, onde habita 80% da população do sexo feminino com deficiência. A condição de deficiência propicia igualmente o abuso por não-parceiros, risco esse que sobe quanto maior é o grau de deficiência.

Neste artigo, a What works aponta várias estratégias para combater o flagelo, tais como a criação de parcerias com organizações que promovem programas de eliminação de barreiras e a inclusão das mulheres com deficiência, criar condições para que estas mulheres assumam lugares de liderança de forma a quebrar o estigma, monitorizar e avaliar os serviços que são prestados às mulheres com deficiência.


Fonte: INR
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