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Notícias de saúde / Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 15:41 »
COVID-19: Fim da situação de alerta é inoportuno face à aproximação do inverno

N.N./Lusa
4 out 2022 14:32



Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt

O investigador Miguel Castanho considerou hoje inoportuna a decisão do Governo de não renovar a situação de alerta, alegando que apenas após o próximo inverno será possível ter uma “noção minimamente exata” da tendência do coronavírus SARS-CoV-2.

“Creio que [a decisão] faria sentido se estivéssemos a sair de um período crítico para um período naturalmente tendente a uma melhoria da situação. Não é o caso. Vem aí o inverno e devemos estar alerta para o evoluir da situação, logo não me parece uma medida oportuna”, adiantou à agência Lusa o especialista do Instituto de Medicina Molecular (iMM) da Universidade de Lisboa.

Na quinta-feira, no Conselho de Ministros, o Governo não renovou a situação de alerta em Portugal continental, com o ministro da Saúde a justificar a decisão com a elevada vacinação dos portugueses, com a proteção conferida pela vacina, com a menor agressividade das estirpes em circulação e com a estabilização da doença na saúde da população e nos serviços de saúde.

Já na segunda-feira, Manuel Pizarro refutou as críticas dos médicos de saúde pública sobre o fim da situação de alerta, o nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Bases da Proteção Civil, garantindo que a decisão tem sustentação técnica e o apoio da maioria dos profissionais de saúde.

Para Miguel Castanho, o próximo inverno “pode trazer uma pioria da situação, eventualmente com a necessidade de tomar medidas” e só depois desta estação é que será possível ter “uma noção minimamente exata sobre a tendência da atividade viral” do SARS-CoV-2.

“Com o número de reinfeções que se tem registado e com uma percentagem significativa de portugueses ainda sem imunidade natural, é precipitado assumir que já entrámos numa fase estável e segura que seja duradoura”, alertou o especialista.

Em relação à sustentação técnica que esteve na base decisão do Governo, o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa considera que “conviria saber em que parâmetros e com que pressupostos se fez a análise da atividade viral e sua evolução” no país.

“A sustentação técnica seria isso. Os indicadores conhecidos são relativamente escassos, mas podem existir outros que não estejam disponíveis”, afirmou.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a não prorrogação do estado de alerta visou adequar a legislação ao estado epidemiológico atual em Portugal, equiparando, em termos legais e dos procedimentos, a “infeção covid-19 às outras doenças”.

Na prática, o isolamento deixou de ser obrigatório e terminou a atribuição de incapacidade temporária para o trabalho por covid-19 e o subsídio associado, que deixaram de ter um regime especial, passando a beneficiar do regime das outras situações de doença.

Para Miguel Castanho, ainda que termine este sistema de seguimento individualizado dos doentes ou dos casos positivos, “há que manter uma política de aconselhamento no sentido de tomar atitudes que protejam os outros de contágio, isto é de algum grau de isolamento”.

O investigador alerta que as cadeias de contágio podem levar a infeções na população mais vulnerável e a casos de `covid longo´ (persistência de sintomas após a infeção), com consequências que podem ser graves.

“Não podemos decretar que a covid-19 passa a ter a importância de uma constipação comum”, salienta Miguel Castanho, para quem, em matéria de doenças contagiosas, “é um dever dos doentes evitar contágios”.

“A saúde é um direito, mas também é um dever. Estejamos a falar de sarampo, de gripe ou de covid-19, este é um princípio geral”, sublinha o especialista.

Segundo os últimos dados do Instituto Ricardo Jorge (INSA), o índice de transmissibilidade (Rt) - que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – do coronavírus SARS-CoV-2 estava nos 1,06 em Portugal e todas as regiões apresentavam este indicador acima do limiar de 1.

A mortalidade e as hospitalizações por covid-19 continuam em níveis estáveis em Portugal, mas o país regista uma tendência crescente de novos casos de infeção, indicou também relatório sobre a evolução da pandemia divulgado na sexta-feira.

O INSA estima que, desde 02 de março de 2020, quando foram notificados os primeiros casos, Portugal tenha registado perto de 5,5 milhões de infeções pelo vírus que provoca a covid-19.







Fonte: lifestyle.sapo.pt                      Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/covid-19-fim-da-situacao-de-alerta-e-inoportuno-face-a-aproximacao-do-inverno-especialista
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Apresentações & Regras / Re: Bem vindo Nuno
« Última mensagem por hugo rocha em 04/10/2022, 15:00 »
Bem vindo Nuno, bem vindo a esta casa  :good:
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Notícias de saúde / Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 14:57 »
DGS prevê subida de casos de Covid-19 no inverno, mas com “baixo impacto” no SNS

ECO
12:15



Fonte de imagem: eco.sapo.pt

Apesar de prever um maior número de contágios com SARS-CoV-2 no inverno, Graça Freitas considera que a população "está pronta" para medidas como o fim do isolamento obrigatório de casos positivos.


A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu esta terça-feira que se prevê que o número de casos de Covid-19 aumente no inverno, ainda que com um “baixo impacto” no Serviço Nacional de Saúde, noticia a TSF (acesso livre). Porém, ressalva que “se houver algum sinal de alerta” a DGS está disponível “para rever a estratégia em curso”.

Segundo Graça Freitas, a vacinação contra o coronavírus “tem permitido controlar a doença para níveis aceitáveis”, pelo que é possível confiar na “capacidade das pessoas de gerir a sua situação clínica e a sua vida social” depois de o Governo ter decretado o fim da obrigatoriedade de isolamento para casos positivos. “A sociedade está pronta para este tipo de medidas”, defende.

Lembrando que a população tem “uma obrigação social de proteger os mais vulneráveis e os outros” em relação às doenças que se transmitem, a responsável da DGS aponta que, “de acordo com a sua condição de doença, as pessoas devem decidir elas próprias se ficam mais isoladas”. Caso contrário, aconselha a que limitem o contacto com pessoas mais vulneráveis e recorram ao uso de máscara e a medidas de etiqueta respiratória.






Fonte: eco.sapo.pt                      Link: https://eco.sapo.pt/2022/10/04/dgs-preve-subida-de-casos-de-covid-19-no-inverno-mas-com-baixo-impacto-no-sns/
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Noticias / Re: REFORMA ANTECIPADA PARA OS TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA
« Última mensagem por migel em 04/10/2022, 14:44 »
Bom dia, a secretária de estado não se dignou a responder até agora?


Infelizmente não, e já pedi tantas vezes que lhe perdi a conta ... :(
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Noticias / Re: REFORMA ANTECIPADA PARA OS TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA
« Última mensagem por Valter em 04/10/2022, 13:17 »
Bom dia, a secretária de estado não se dignou a responder até agora?
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Noticias / Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 12:10 »
Rússia já não controla totalmente nenhuma das quatro regiões ucranianas anexadas

MadreMedia
4 out 2022 10:56



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Vladimir Putin anunciou na última sexta-feira a anexação de quatro regiões da Ucrânia, concretamente Donetsk, Lugansk, ambas no leste, e ainda Zaporijjia e Kherson, a Sul. A verdade, contudo, é que poucas horas depois de o ter anunciado, os russos deixaram de controlar totalmente essas mesmas quatro regiões.

Já antes do discurso de anexação de Vladimir Putin e também dos referendos levados a cabo nestas regiões, as tropas ucranianas, a 20 de setembro, conseguiram recuperar a cidade de Bilohorivka, que fica a 20 quilómetros da área de Lysychansk-Sievierodonetsk, o último reduto ucraniano na região de Luhansk que a Rússia capturou a 3 de julho.

Após esse avanço, já no último sábado a Ucrânia reivindicou então a posse de Lyman, uma importante e estratégica cidade na região de Donetsk, algo que acabou também por ser confirmado pelas autoridades russas.

Por último, na noite de segunda-feira, as tropas de Zelensky conseguiram romper as defesas de Moscovo na região de Kherson. As informações, mais uma vez, foram confirmadas por militares russos, o que traduz assim que, neste momento, a Rússia já não controla totalmente nenhuma das regiões anexadas.






Fonte: 24.sapo.pt                     Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-ja-nao-controla-totalmente-nenhuma-das-quatro-regioes-ucranianas-anexadas
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Noticias / Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 12:07 »
Ucrânia assina maior avanço militar desde o início da guerra: linha da frente russa recua 30 quilómetros

Por Francisco Laranjeira   em 10:11, 4 Out 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Ucrânia assinou o seu maior avanço no sul do país desde o início da guerra, depois de ter ultrapassado as defesas russas – segundo um responsável pró-Rússia, as tropas ucranianas conseguiram recapturar várias aldeias ao longo do rio Dnipro, incluindo a cidade de Dudchany, a cerca de 30 quilómetros a sul da antiga linha da frente, o que sustentou o avanço mais rápido registado até ao momento.

As forças russas tinham-se entrincheirado em posições fortemente reforçadas ao longo da linha de frente desde as primeiras semanas da invasão. No leste do país, as forças ucranianas também expandiram a sua ofensiva rápida, recuperando mais território em áreas anexadas pela Rússia e ameaçando as linhas de abastecimento para as tropas russas.

O presidente Volodymyr Zelenskyy garantiu que o exército ucraniano assumiu o controlo de várias cidades em várias áreas, embora sem avançar com mais detalhes, já depois da cidade oriental de Lyman, em Donetsk, ter sido “totalmente limpa” das forças russas.

Segundo o Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia, a liderança militar da Federação Russa decidiu deslocar para a zona as unidades das tropas da Guarda Russa que se encontra baseada nos limites administrativos do Distrito Militar da Sibéria e o contingente de tropas russas na Síria.

Segundo a Ucrânia, as unidades do 3º Corpo do Exército russo, recém-formado como resultado da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin, “estão impossibilitados de desempenhar efetivamente as tarefas que lhes são atribuídas. Armas e equipamentos militares obsoletos e inutilizáveis, abandono arbitrário de posições e recusa em realizar tarefas de combate por pessoal, consumo de bebidas alcoólicas, violações sistemáticas da disciplina militar são as principais razões para a desmoralização dos militares das unidades da unidade”, apontam os responsáveis ucranianos.






Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-assina-maior-avanco-militar-desde-o-inicio-da-guerra-linha-da-frente-russa-recua-30-quilometros/
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Noticias / Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 12:00 »
Ucrânia: Conversações de paz entre Zelensky e Putin são “impossíveis”: “Negociaremos com outro presidente da Rússia”, refere líder ucraniano

Por Francisco Laranjeira   em 11:20, 4 Out 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Volodymyr Zelensky assinou um decreto no qual formalmente torna “impossível” a possibilidade de qualquer conversa de paz com Vladimir Putin, embora tenha deixado a porta aberta para conversações de paz com a Rússia.

“A Ucrânia não negociará com a Rússia enquanto Putin for o presidente da Federação Russa. Negociaremos com o novo presidente”, apontou Zelensky, logo após o Kremlin formalizar a anexação de quatro territórios ucranianos, numa medida que Kiev e os seus aliados ocidentais denunciaram como uma farsa ilegítima.

“Ele [Putin] não sabe o que é dignidade e honestidade. Portanto, estamos prontos para um diálogo com a Rússia, mas com outro presidente da Rússia”, reforçou Zelensky.

Zelensky já tinha sublinhado, na passada 3ª feira, durante uma intervenção por videoconferência no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que uma eventual anexação de territórios da Ucrânia pela Rússia, através de referendos, iria significar que “não há nada a negociar” com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. O presidente ucraniano garantiu que os eleitores “foram forçados a votar sob a mira de armas” e que os resultados “foram escritos com antecedência”.

No depoimento, a que a delegação russa se opôs, o chefe de Estado ucraniano pediu ainda um reforço de sanções contra a Rússia, assim como a sua expulsão da ONU e de todas as organizações internacionais.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-conversacoes-de-paz-entre-zelensky-e-putin-sao-impossiveis-negociaremos-com-outro-presidente-da-russia-refere-lider-ucraniano/

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Noticias / Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 11:59 »
Da ameaça ao terror: Quatro cenários para uma guerra nuclear na Ucrânia

Por Pedro Gonçalves   em 11:03, 4 Out 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O fim de semana foi tenso entre Putin e os aliados da Rússia: se antes o presidente russo clamava vitória com a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia, a perda da cidade estratégica de Lyman valeu a Putin críticas de Ramzan Kadyrov, líder da Chechénia, que sugeriu que a Rússia devia considerar o uso de “armas nucleares de baixa potência” como retaliação pela perda de território para as forças ucranianas.

O ‘desafio’ deixa a comunidade internacional em alerta. O Kremlin respondeu depois, fazendo valer-se da doutrina nuclear russa, que explicita que as armas nucleares podem ser usadas em dois casos: se houver uma agressão contra a Rússia ou qualquer um dos seus aliados com armas de destruição maciça, ou “caso se verifique uma ameaça à existência do próprio Estado” russo.

Um estado que tem reivindicado territórios como seus perante os clamores de “ilegalidade” do Ocidente, que se seguiram aos de “crimes de guerra” perante os horrores descobertos em valas comuns, aquando da reconquista de territórios pela Ucrânia. Um estado que, se por um lado ameaça com armas nucleares e que, esta segunda-feira, votava na Duma a adesão à Rússia dos territórios anexados, por outro lado admite no mesmo dia que não sabe que partes de Kherson e Zaporíjia passam a fazer parte do país, face aos avanços das tropas ucranianas nas linhas de combate.
Analistas de guerra ouvidos pelo El Mundo, admitem que o risco de escalada do conflito para o uso de armas nucleares é relativamente baixo, mas tem tendência a crescer, cada vez que Putin se vê com menos saídas para uma vitória, que não envolvam uma guerra nuclear.

Também a Rússia e a NATO têm mantido o conflito dentro do território ucraniano, mas aumenta a pressão sobre Putin para atacar os países da Aliança que têm ajudado a Ucrânia e garantido o fornecimento de bens essenciais e armas. Uma pressão que só aumenta a cada dia que dura a guerra.

São apontados pelos especialistas do FRS, um ‘think thank’ francês de discussão de temas de defesa nacional e estratégia, quatro cenários possíveis ara uma guerra nuclear na Ucrânia:

Detonação longínqua – O menos arriscado seria a Rússia optar por uma detonação subterrânea no Mar Negro. Sem vítimas, mostraria a ‘vontade’ russa de passar o conflito para o plano nuclear. Seria previsível, já que as armas nucleares teriam que ser transportadas dos armazéns onde estão guardadas, e depois acopladas aos mísseis que as compõem. A União Europeia (UE) acompanharia os desenvolvimentos e reagiria, primeiro com avisos a Moscovo, depois divulgando todas as movimentações que antecipariam a detonação. Poderia, aponta Eric Schlosser, autor de ‘Armas Nucleares, o acidente de Damasco e a ilusão de segurança’, dar-se o cenário da UE lançar um ataque cibernético aos sistemas russos antes de se dar a detonação.

Massacrar um batalhão ucraniano – Seria a opção com um efeito mais imediato no campo de batalha: o ataque nuclear contra um alvo militar ucraniano, como uma base aérea ou um batalhão. Significaria a morte de poucos civis, mas com muitas baixas militares. Lançaria o medo e o pânico, deixaria uma zona contaminada e abriria a possibilidade a novo ataque.

Ataque cirúrgico – O cenário mais difícil de acontecer e que já foi o que se tentou com o cerco a Kiev, nos primeiros meses da guerra: fazer cair o governo ucraniano. Neste caso, um ataque nuclear com o único objetivo de matar o presidente Volodymyr Zelensky e os que com ele se escondem nos bunkers subterrâneos.

Hiroshima n.º2 – O pior cenário possível: a destruição massiva de uma grande cidade ucraniana, como Dnipro ou Vinitisia. O objetivo seria massacrar grande número de civis e levar a Ucrânia a um estado de terror que resultasse na rendição. Difícil de imaginar para muitos, mas não para Putin, que já chegou a recordar no seu discurso da passada sexta-feira que os EUA “abriram um precedente” ao usar armas nucleares em 1945, para por fim à II Guerra Mundial. Causaria choque global e forte retaliação, mas significaria que a China, cuja doutrina nuclear estabelece “não ser o primeiro a usar armas nucleares”, se afastaria de Moscovo e Putin perderia um dos seus principais (e raros) aliados.







Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/da-ameaca-ao-terror-quatro-cenarios-para-uma-guerra-nuclear-na-ucrania/

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Noticias / Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Última mensagem por Nandito em 04/10/2022, 11:56 »
ENTREVISTA/Ucrânia: Adesão da Ucrânia à NATO é impossível no curto prazo, confirma analista

Por MultiNews com Lusa   em 09:13, 4 Out 2022[/size


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Nenhum país da NATO espera que seja possível uma adesão rápida da Ucrânia à organização militar ocidental, mas é possível o início de “conversações profissionais”, indicou em entrevista à Lusa o investigador e académico Arkady Moshes.

“Ninguém fora da Ucrânia espera que seja possível que a Ucrânia adira à NATO num processo rápido e facilitado. Nove países da NATO manifestaram o seu apoio, mas restam 21 Estados-membros. Ninguém recusou, mas de facto não apoiam. Ninguém pensa que a Ucrânia possa aderir à NATO de uma forma simples”, assinalou no decurso de um contacto telefónico com a Lusa.

Arkady Moshes comentava as declarações do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que na passada sexta-feira, logo após a cerimónia no Kremlin que formalizou a anexação de quatro províncias do leste da Ucrânia à Rússia, assinalou que tinha efetuado um passo decisivo ao assinar a candidatura da Ucrânia à adesão acelerada à NATO.

No entanto, o diretor do programa de investigação para a vizinhança leste da União Europeia e Rússia do Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais (FIIA), sediado em Helsínquia, admite o início de “conversações profissionais” entre Kiev e a Aliança ocidental.

“Será um diálogo que não implicará negociações formais, num estrito sentido político, mas através de um diálogo muito profissional sobre o que a Ucrânia terá de fazer para se tornar um candidato”, prognosticou.

“A Ucrânia já é um candidato à União Europeia, e essa decisão da UE alterou a realidade anterior, porque antes não era candidata a nada. Agora, a Ucrânia é oficialmente candidata e se a NATO avançar face à vaga promessa feita em 2008 na cimeira de Bucareste de que um dia a Ucrânia seria um membro, através do início de consultas, discussões, sobre quais os requisitos politico-militares e outros aspetos, poderá fazer sentido para a Ucrânia”, precisou.

No entanto, o membro do Programa de Novas Abordagens sobre Pesquisa e Segurança na Eurásia (PONARS, Eurásia) na Universidade George Washington exclui a possibilidade de a Ucrânia se tornar “no curto prazo” um membro efetivo da NATO.

Ao abordar a recente sabotagem dos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que abasteciam a Europa, Arkady Moshes não deteta, numa perspetiva estratégica, qualquer benefício para todos os países afetados.

“Trata-se de uma decisiva disrupção da espinha dorsal da cooperação económica entre a Rússia e a Europa [União Europeia]. Porque com a energia excluída dessa cooperação, as relações tornam-se muito primitivas. A Rússia perderá não apenas dinheiro, mas a possibilidade de, em simultâneo, exercer pressão e restaurar as relações”, considerou.

Neste cenário, admite que a Rússia sairá mais prejudicada.

“A Europa perderá economicamente, mas menos que a Rússia. É um paradoxo. Não sei quem fez a sabotagem. Mas estrategicamente a Rússia vai ser mais prejudicada. Porque se havia um sinal de que se apostava num caminho para romper as relações, era o fim da história”.

Arkady Moshes perspetiva “um próximo inverno ainda difícil para a Europa em termos de energia”, mas com alternativas que começam a ser concretizadas.

“A Europa encontrará alternativas porque não existe escassez de energia no mundo. Será apenas necessário reorientar a logística, as formas de distribuição, incluindo negociar com o Qatar de outra forma”.

“A Europa tem ainda mais possibilidade de reorientar os seus abastecimentos de energia, e a Rússia a possibilidade de reorientar as suas exportações de energia. Mas do ponto de vista estratégico, e objetivamente, a Rússia perde muito mais”, concluiu.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/entrevista-ucrania-adesao-da-ucrania-a-nato-e-impossivel-no-curto-prazo-confirma-analista/
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