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Governo aumenta valor de referência do CSI em 50 euros e elimina rendimentos dos filhos como fator de exclusão

MadreMedia / Lusa
9 mai 2024 14:16




O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai aumentar, a partir de junho, o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos (CSI) em 50 euros e eliminar os rendimentos dos filhos como critério de fator de exclusão.

Ou seja, a partir de junho o valor de referência dessa prestação passará de 550 para 600 euros e apenas serão contabilizados os valores de pensionistas e reformados que se candidatem à sua atribuição.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, em que esteve ladeado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

O primeiro-ministro reiterou que o Governo mantém o objetivo de que o valor de referência do CSI atinja os 820 euros na legislatura, mas admite antecipá-lo.

“Iremos fazer tudo para antecipar o alcançar desse objetivo", disse.




Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-aumenta-valor-de-referencia-do-csi-em-50-euros-e-elimina-rendimentos-dos-filhos-como-fator-de-exclusao
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Notícias & Eventos / Zoo pinta cães para enganar visitantes dos pandas
« Última mensagem por Nandito em 09/05/2024, 14:48 »
Zoo pinta cães para enganar visitantes dos pandas

MadreMedia / AFP
9 mai 2024 13:23



Cães chow chow, tingidos para parecerem pandas, brincam em um parque animal em Zhengzhou, província de Henan, em 2010. Foto: Reuters

Um zoo chinês foi acusado de pintar o pelo de cães de branco e preto para enganar os visitantes que iriam ver pandas, o animal mais emblemático do país.

Um video no X anuncia a nova atração de “cães panda”, segundo revela hoje a estação de TV britânica Sky News.

Os visitantes compraram os bilhetes para ver a nova atração.  Mas quando chegaram ao Taizhou Zoo, na província de Jiangsu, depararam-se com cães da raça chow chow, de pelo farto, pintados com tintas preta e branca, para ficarem com o 'look 'de pandas. 

De acordo com o órgão de comunicação estatal chinês The Global Times, os advogados disseram que “inevitavelmente os visitantes se sentiram desapontados e enganados ao descobrirem a verdade” sobre a exposição.

Mas um funcionário do zoológico negou as acusações de propaganda enganosa e disse-o ao jornal na segunda-feira: “Esta é apenas uma nova atração que oferecemos aos visitantes. Não estamos a cobrar a mais. O texto dos cães chow chow está correto e descreve exatamente o que eles são, por isso não estamos a enganar os nossos visitantes."

Per Jam Press, um porta-voz do zoológico também defendeu a exposição dos pandas dizendo: “As pessoas também pintam os cabelos. A tinta natural pode ser usada em cães se eles tiverem pêlo comprido. Não há ursos pandas no zoológico.”

Não é a primeira vez que um zoológico chinês é acusado de falsificar animais: em 2023, o Zoológico de Hangzhou negou as alegações de que alguns dos seus ursos eram pessoas fantasiadas.

Em julho daquele ano, um clipe de um urso-do-sol da Malásia – chamado Angela – andando sobre as patas traseiras tornou-se viral e gerou especulações de que o animal era um ser humano com uma roupa de urso mal ajustada.


Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:

Na época, um membro da equipa do zoológico disse no WeChat: “O nosso zoológico é administrado pelo governo, então esse tipo de situação não aconteceria. A temperatura no verão é de quase 40 graus, se vestir um fato de pele certamente não conseguirá ficar mais do que alguns minutos sem se deitar.”

Outros zoológicos chineses foram acusados de tentar fazer passar cães com pelos tingidos e cortados como lobos ou gatos africanos.

Em 2010, um parque em Zhengzhou, na província de Henan, comprou quatro chow chows tingidos e um golden retriever tingido para se parecer com um tigre, de um mercado de animais de estimação em Sichuan, na tentativa de atrair visitantes, informou a Reuters segundo a imprensa local.

Em 2018, um zoológico no Egito negou ter pintado burros para parecerem zebras.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link:https://24.sapo.pt/vida/artigos/zoo-pinta-caes-para-enganar-visitantes-dos-pandas?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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Leis e Normas - Especificas / Re: Aquisição de um veículo automóvel
« Última mensagem por DavidBandarra em 09/05/2024, 13:20 »
 Olá preciso de informação em relação Aquisição de um veículo automóvel o meu atestado multiusos diz que a natureza da doença causa aptidão para a condução com restrições mas eu estava interessado em comprar um citroen ami que consigo conduzir sem dificuldade, pensava que não era preciso carta o que não é verdade depois de fazer algumas pesquisas precisa de carta B1 como vivo no interior as escolas que existem não tem quadriciclos á alguma maneira de contornar esta situação ou tenho que tirar 1 ou 2 meses de férias para me deslocar a uma escola de uma cidade que tenha este tipo de veiculos.

alguem que me possa ajudar por favor
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Apresentações & Regras / Bem vindo DavidBandarra
« Última mensagem por Neo em 09/05/2024, 12:50 »
Bem-Vindo DavidBandarra ao Deficiente-Forum.  

Agradecemos a tua inscrição no nosso Fórum e esperamos poder ajuda-lo no que for preciso, também esperamos poder aprender muito com a sua sabedoria e disponibilidade para o que seja necessário.

Faça agora sua apresentação neste post.

Obrigado
A Administração
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Perto de 70% dos pensionistas recebe reforma abaixo de mil euros

Por Revista de Imprensa   08:47, 9 Mai 2024



Um inquérito recente conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) trouxe à luz dados preocupantes sobre a situação dos pensionistas em Portugal. De acordo com os resultados divulgados ontem, cerca de 70% dos 1,1 milhões de pensionistas por velhice recebem uma reforma que não ultrapassa os 1000 euros.

Mais alarmante nos dados, assinala o Correio da Manhã, ainda é o facto de que a maioria destes beneficiários tem pensões que não excedem os 600 euros.

A divulgação desses números coincidiu com o Dia Mundial da Segurança Social, sublinhando a importância de avaliar os regimes estatutários de proteção social e o impacto na qualidade de vida dos beneficiários após a sua transição para a situação de pensionistas.

Segundo o inquérito do INE, a decisão de se aposentar é frequentemente tomada perto à idade legal de reforma, que em 2023 era de 66 anos e quatro meses. Dos entrevistados entre 65 e 69 anos, 73,4% solicitaram a reforma por velhice. Este número aumenta para 94% entre os entrevistados com idades entre 70 e 74 anos.

Outro dado relevante destacado no estudo é a relação entre o nível de escolaridade dos pensionistas e o valor da pensão. Aproximadamente 70% dos beneficiários de pensões superiores a 2000 euros possuem formação superior.

No momento da transição para a reforma, 57,5% dos entrevistados afirmaram ter deixado de trabalhar imediatamente após receberem a primeira pensão de velhice. Dentre esses, 67,2% mencionaram como motivo a elegibilidade ou a idade para beneficiarem da pensão, enquanto 16,4% citaram razões de saúde ou invalidez para interromperem sua vida profissional.

O inquérito também apontou que cerca de 46,5% dos pensionistas continuaram a trabalhar após receberem a primeira pensão devido a “dificuldades financeiras” em viver apenas com o valor da prestação recebida. Além disso, 30,8% continuaram ativos por desejo de se manterem produtivos, enquanto 10,9% mencionaram a “necessidade de se manterem socialmente integrados” como justificação para permanecerem no mercado de trabalho.





Fonte: executivedigest.sapo.pt                       Link: https://executivedigest.sapo.pt/noticias/perto-de-70-dos-pensionistas-recebe-reforma-abaixo-de-mil-euros/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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Anedotas / Um detetive particular presta contas á sua cliente
« Última mensagem por casconha em 08/05/2024, 21:09 »



– Segui o seu marido na noite passada como a senhora pediu.
Ele foi a três bares, quatro boates e um motel.
– O quê? – grita a esposa, espantada –
E o que esse desgraçado foi fazer em todos esses malditos lugares?
– Não tenho certeza – respondeu o detetive –
mas pelo que deduzi ele estava seguindo a senhora…
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"Se imagina que poderia moldar o seu filho na pessoa que deseja, terá uma batalha difícil"

Ser pai ou mãe não é tarefa fácil. A pressão é muita e acabam por depositar essa pressão nos filhos. Saber que, na educação de uma criança, ninguém começa do zero e o conceito de "tábua rasa" talvez não faça assim tanto sentido pode ser um alívio para muitos pais e uma ajuda na tarefa hercúlea que é a parentalidade, defende a psicóloga norte-americana Danielle Dick

Danielle Dick é psicóloga, investigadora, e há mais de 20 anos que se dedica ao estudo da influência que os genes têm no comportamento, nas adições, na personalidade e na saúde mental. Em 2021, depois da própria experiência de maternidade e de perceber que todos os conselhos que lhe davam pareciam desadequados, escreveu “O Código da Criança”, para ajudar outros pais a perceber a influência da ciência no comportamento dos filhos. É um passo, diz, na luta contra “o ‘mito da parentalidade’ – a ideia de que se apenas lermos o suficiente e fizermos o suficiente, podemos transformar os nossos filhos nos seres humanos que imaginámos.

Em entrevista à CNN Portugal, a especialista defende que “estamos a tornar a parentalidade mais difícil para nós mesmos” e a colocar demasiada pressão sobre os nossos filhos. Danielle Dick sublinha que, na educação dos filhos, os pais importam, mas não têm o controlo sobre tudo. E isso pode ser um alívio para os pais: “Acho um alívio saber que nem tudo está sobre os nossos ombros! Cada decisão nossa não é decisiva! Os nossos filhos são pequenos seres que temos o privilégio de conhecer e de ajudar a moldar a pessoa em que eles se tornam, mas não estamos a começar do zero. Os seus genes também fazem grande parte do trabalho pesado.”

Na mesma conversa, a psicóloga alerta ainda que os pais de hoje são demasiado protetores e, com isso, estão a tirar às crianças a capacidade de resiliência, de resistência e de gestão de conflitos. E diz ainda que, mais do que proibir o uso das tecnologias pelas crianças, é preciso “ajudar os filhos a desenvolver uma relação saudável” com os ecrãs e, sobretudo, “é preciso garantir que os filhos ainda passam tempo pessoalmente com outras crianças e também têm atividades nas quais estão envolvidos que não incluam tecnologia, seja brincar ao ar livre, desporto ou qualquer outra atividade presencial”.

Existem inúmeros livros sobre parentalidade. O que é que torna este livro diferente?

A maioria dos livros e conselhos sobre parentalidade ignora um facto biológico fundamental: o enorme papel que os genes dos nossos filhos desempenham na formação do seu comportamento. Ao compreender a ligação genética única dos nossos filhos, podemos descobrir o que os nossos filhos precisam e que estratégias parentais funcionarão melhor para cada uma das nossas crianças. É isso que “O Código da Criança” ajuda os pais a fazer – compreender as formas como os genes dos nossos filhos moldam o seu crescimento e desenvolvimento, identificar os temperamentos únicos de cada um dos seus filhos e identificar que estratégias funcionarão melhor para crianças com diferentes disposições. Isso não é algo abordado noutros livros sobre parentalidade. Geralmente esses livros concentram-se em dicas e técnicas gerais para os pais. Mas a realidade é que cada um dos nossos filhos é diferente e nem todos respondem da mesma maneira à nossa parentalidade.

O que a motivou a escrevê-lo?

Quando me tornei mãe, comecei a prestar atenção aos principais conselhos parentais e percebi o quanto as mensagens parentais que recebemos do mundo não correspondem à ciência. A nossa sociedade perpetuou o “mito da parentalidade” – a ideia de que se apenas lermos o suficiente e fizermos o suficiente, podemos transformar os nossos filhos nos seres humanos que imaginámos. Mas a ciência não apoia isso. Na verdade, os nossos esforços para cuidar dos nossos filhos podem sair pela culatra, levando-os a sentir maior pressão, a ter taxas mais elevadas de ansiedade e a ter menos capacidade de navegar pelo mundo por si próprios.

Descobri que o meu conhecimento proveniente da investigação – compreender como os genes dos nossos filhos desempenham um papel no seu desenvolvimento e comportamento – foi tremendamente útil na educação dos meus próprios filhos. Mas vi muitos dos meus amigos talentosos e incríveis a duvidarem de si mesmos, perguntando-se o que estavam a fazer de errado ou se havia algo de errado com seus filhos, sempre que os seus filhos não eram a criança perfeitamente comportada que eles imaginavam que criariam. Dei por mim a conversar com os meus amigos sobre a investigação com tanta frequência que finalmente decidi escrever um livro - para que outros pais também pudessem ter o conhecimento necessário para os ajudar na sua criação. E foi isso que me levou a escrever “O Código da Criança”.

Então, vem a pergunta inevitável: de que forma é que, na prática, o facto de eu ter consciência da importância da genética no comportamento e na personalidade dos meus filhos me ajuda a ser melhor mãe?

Como lhe disse, ao ignorar o importante papel que os genes dos nossos filhos desempenham no seu comportamento, estamos a tornar as coisas mais difíceis para nós próprios. Isso leva-nos a colocar muita pressão em todas as nossas decisões diárias como pais. A boa notícia: nem tudo nos cabe a nós e não podemos moldar nossos filhos do zero. Eles já têm, nos seus genes, muito do que precisam para crescer e desenvolver-se.

Talvez ainda mais importante, o facto de todos os nossos filhos terem ligações diferentes com base nos seus códigos genéticos únicos também significa que não existe uma forma “certa” de ser pais. A paternidade de tamanho único não funciona e torna a paternidade mais difícil do que o necessário. Ao reconhecer quem são os nossos filhos por design genético, podemos adaptar a nossa educação às necessidades de cada um dos nossos filhos.

Essa consciência do poder dos genes no comportamento dos nossos filhos não poderá trazer uma espécie de inevitabilidade à parentalidade? Ou seja: o meu filho tem um comportamento desviante ou desafiador ou até mesmo um transtorno de personalidade, mas como a genética o explica não há nada que possa ser feito... Isso não limita a minha atuação como educador e não me fará mesmo renunciar ao meu papel enquanto mãe? Se a genética tem um papel tão relevante, qual é o meu papel como mãe (não perde relevância?)?

Quero ser clara: não estou a dizer que os pais não são importantes. Claro que somos! Estou a dizer que os genes também são importantes. E, ao não levar isso em consideração, estamos a tornar a parentalidade mais difícil para nós mesmos. O facto de os nossos filhos virem ao mundo com cérebros conectados de uma maneira específica e de a sua fiação única desempenhar um papel no desenrolar das suas vidas remove parte do controle que temos como pais. Então, se imaginava que poderia moldar o seu filho exatamente na pessoa que você deseja que ele seja, terá uma batalha difícil.

Mas penso nisso de uma maneira diferente. Acho um alívio saber que nem tudo está sobre os nossos ombros! Cada decisão nossa não é decisiva. Os nossos filhos são pequenos seres que temos o privilégio de conhecer e de ajudar a moldar a pessoa em que eles se tornam, mas não estamos a começar do zero. Os seus genes também fazem grande parte do trabalho pesado. Um dos nossos papéis importantes como pais é ajudar a ajustar a forma como as características dos nossos filhos se revelam. Pense no seu papel enquanto mãe como um botão de rádio: você pode sintonizar para cima ou para baixo certas tendências. Então, por exemplo, se o seu filho é naturalmente predisposto a ser mais introvertido, provavelmente você não irá convertê-lo em alguém que eventualmente adorará dançar em cima da mesa e ser o centro das atenções. Mas você vai poder fazer coisas para ensiná-lo a sentir-se mais confortável em ambientes de grupo e para garantir que não sejam esquecidos na escola.

Se a genética é tão importante para o comportamento e para a personalidade, como podem dois filhos nascidos dos mesmos pais serem tão diferentes?

O facto de duas crianças nascidas dos mesmos pais poderem ser tão diferentes mostra como os genes das crianças são importantes na formação do seu comportamento. Cada criança é uma mistura de 50% do ADN do pai biológico e 50% do ADN da mãe biológica. Mas os 50% que recebem de cada pai é aleatório. Assim, cada irmão recebe uma mistura diferente do ADN dos seus pais biológicos, de modo que todos têm a sua própria composição genética única. É por isso que os irmãos podem ser tão diferentes, mesmo sendo criados na mesma família, pelos mesmos pais. Acho que todos os pais com mais de um filho já tiveram esta experiência: você pensa que está a fazer a “mesma coisa” com seu segundo filho, mas eles respondem de maneira muito diferente!

Se esta componente genética for ignorada, que consequências poderá ter no desenvolvimento das crianças?

Ignorarmos o importante papel dos genes dos nossos filhos no seu comportamento faz com que exerçamos demasiada pressão sobre nós próprios como pais e que coloquemos demasiada pressão sobre os nossos filhos. Por exemplo, se você tem um filho que é naturalmente mais introvertido e está constantemente a dizer-lhe que ele precisa de sair mais, fazer mais amigos, passar menos tempo sozinho, então pode dar-lhe a impressão de que há algo errado com ele ou que ele não é “o que você quer”. Na verdade, até pode ser que você seja um pai mais extrovertido e imagina que eles seriam mais felizes se fossem mais sociáveis. Mas pode não ser assim que o seu cérebro está conectado. Quando ignoramos a forma como cada um dos nossos filhos únicos está programado, perdemos uma oportunidade importante de adaptar a nossa educação ao que funcionará melhor para cada um dos nossos filhos e de desenvolver relacionamentos próximos e significativos que os apreciem pelo que são.

É possível realizar um estudo genético dos nossos filhos e agir medicinalmente ou medicamente para prevenir ou corrigir comportamentos desviantes ou desafiadores?

Existem cientistas como eu que estão a realizar estudos para identificar variantes genéticas específicas (existem milhares delas!) que aumentam o risco de problemas comportamentais e de saúde mental. Não existem atualmente testes genéticos disponíveis para resultados comportamentais complexos, mas os pais não precisam de um teste genético para descobrir a composição genética dos seus filhos. Como pais, muitas vezes, conhecemos os nossos filhos melhor do que ninguém. Descobrir o comportamento natural do seu filho – como o cérebro dele está programado para torná-lo a pessoa única que ele é - exige apenas que você seja um detetive dedicado. A intenção é procurar padrões de comportamento que sejam consistentes ao longo do tempo e das situações. Por exemplo, todas as crianças ficam aborrecidas, especialmente quando estão cansadas ou com fome, mas se você tem um filho que parece ficar constantemente aborrecido, de forma desproporcional, com coisas aparentemente menores - e isso acontece em casa, na escola, enquanto realiza tarefas normais - então o seu filho está predisposto a uma maior emotividade. Mas a boa notícia é que só porque o seu filho tem tendências para comportamentos desafiadores, isso não significa que terá esses desafios para sempre. Isso significa que eles precisam de ajuda extra para aprender a controlar comportamentos e emoções, porque isso não é natural para eles. Os pais podem ajudar com isso! “O Código da Criança” tem questionários para ajudar os pais a descobrir a disposição natural dos próprios filhos. E, depois, analisa o que as crianças com disposições diferentes precisam dos pais e quais as estratégias parentais que funcionam melhor para crianças com disposições diferentes. Isto inclui estratégias para ajudar as crianças com tendências mais desafiantes.

Estamos a atravessar uma verdadeira crise de saúde mental. Nunca se ouviu falar tanto sobre depressão e ansiedade... inclusive em crianças. A genética tem alguma influência nessas questões? Se sim, qual é o papel do ambiente em que vivemos? Que influência tem a guerra, a pandemia ou o uso excessivo de ecrãs e o consumo excessivo de redes sociais, por exemplo?

O comportamento dos nossos filhos é produto tanto dos seus genes como do ambiente. O grande aumento da ansiedade e da depressão nas crianças hoje provavelmente reflete as pressões ambientais. Mas algumas crianças são mais suscetíveis a desenvolver problemas do que outras, o que significa que as crianças que apresentam risco genético têm ainda mais probabilidades de desenvolver problemas quando confrontadas com fatores de stress ambiental.

A nossa forma de gerir a parentalidade, hoje em dia, tem alguma influência neste aumento de casos de problemas de saúde mental?

Pensa-se que uma das condições ambientais que pode estar a contribuir para o aumento das taxas de ansiedade nas crianças está, na verdade, relacionada com a forma como mudámos a nossa parentalidade ao longo da última geração. Os pais de hoje passam mais tempo a supervisionar as atividades dos seus filhos do que nunca. No passado, costumava ser comum enviar crianças para brincar fora de casa sem supervisão. Colocamos mais responsabilidade sobre elas e elas tiveram de aprender a enfrentar os desafios e as relações sociais por conta própria. Hoje, é muito mais comum ter adultos a supervisionar e a gerir constantemente as atividades e o tempo livre das crianças. Embora isto traga alguns benefícios (por exemplo, observamos taxas mais baixas de comportamento de risco em adolescentes), a desvantagem é que isso significa que as crianças não aprendem a interagir sozinhas com os outros, a enfrentar pequenos desafios e a desenvolver resiliência. Estas são habilidades importantes de desenvolvimento. O tempo com os colegas é importante para o desenvolvimento de competências sociais, especialmente à medida que as crianças crescem. Quando os adultos estão constantemente por perto a cuidar de tudo, as crianças não desenvolvem as habilidades de que necessitam, levando a índices mais elevados de ansiedade.

Os nossos filhos também não têm demasiadas atividades? Eles não estão demasiado ocupados?

A resposta a esta pergunta está relacionada com a que lhe dei na questão anterior. As crianças têm tantas atividades programadas e supervisionadas, em grande parte orquestradas por adultos, que não têm a capacidade de aprender a gerir o seu próprio tempo e a navegar pelas situações por conta própria.

Somos a geração de pais mais informada de todos os tempos. Mas talvez também aquela com menos tempo disponível… será que estamos a prestar atenção suficiente aos nossos filhos? Dedicamos-lhes tempo suficiente? Conhecemos realmente os nossos filhos?

Os pais hoje passam mais tempo com os filhos do que qualquer geração anterior. Mas o problema de gastar tanto tempo a tentar moldar os nossos filhos e o seu comportamento e a gerir os seus horários é que isso pode levar a todos os desafios que mencionei acima. E esses desafios passam por demasiada pressão sobre os nossos filhos, demasiada pressão sobre os pais quando os filhos estão com dificuldades e as crianças não têm tempo sozinhas com outras crianças para desenvolver habilidades sociais e resiliência para aprender como navegar pelas situações por conta própria.

As crianças de hoje passam muito tempo ocupadas com ecrãs. Existe mesmo uma tentativa, em muitos países, de digitalizar as tarefas escolares (embora, noutros, já se esteja a assistir a um recuo nestas medidas). Que consequências a exposição excessiva aos ecrãs e a digitalização das tarefas diárias podem ter no desenvolvimento infantil? Que adultos estamos a construir?

Os efeitos a longo prazo da nossa enorme mudança social em direção à tecnologia digital são desconhecidos. Como a maioria das coisas, a tecnologia tem partes boas e outras não tão boas que também lhe estão associadas. Mas, provavelmente, veio para ficar. Por isso, o principal para os pais é ajudar os filhos a desenvolver uma relação saudável com a tecnologia. É preciso garantir que os seus filhos ainda passam tempo com outras crianças e também têm atividades nas quais estão envolvidos que não incluam tecnologia, seja brincar ao ar livre, desporto ou qualquer outra atividade presencial.

Que conselho daria aos pais que atualmente enfrentam dificuldades para ter filhos com problemas comportamentais, de personalidade ou de saúde mental?

Os pais geralmente esperam muito para procurar ajuda quando os seus filhos estão com dificuldades. Uma das perguntas que os pais me fazem frequentemente é: “O comportamento do meu filho é normal?”. Essa é a pergunta errada a fazer. Como o comportamento infantil segue uma curva em forma de sino (o que significa que é normal ter algumas crianças com comportamento muito alto ou muito baixo), devemos pensar é se o comportamento está a interferir na vida da criança, se está a prejudicar o relacionamento deles consigo, se está a interferir nas relações positivas com os colegas ou a causar problemas na escola. Se a resposta a alguma dessas perguntas for sim, é sempre uma boa ideia procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.

As pessoas que conheço que têm maior probabilidade de procurar ajuda para seus filhos são colegas psicólogos infantis e psiquiatras. Percebemos que criar os filhos é difícil, especialmente quando eles estão a passar por dificuldades, e precisamos de toda a ajuda que pudermos obter. Há um capítulo inteiro no meu livro dedicado a ajudar os pais a saber quando procurar ajuda e por onde começar a procurá-la.

Fonte: CNN Portugal por indicação de Livresco
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Apresentações & Regras / Re: Bem vindo Vuvu
« Última mensagem por Raposa em 08/05/2024, 16:27 »
Vuvu tenha uma ótima estadia  :good:
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Apresentações & Regras / Re: Bem vindo Anibal12
« Última mensagem por Raposa em 08/05/2024, 16:27 »
Anibal tenha uma ótima estadia  :good:
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Musica / No dia 30 de maio, vai haver 5ª Punkada
« Última mensagem por Raposa em 08/05/2024, 16:25 »
No final do mês, vamos ficar por casa e viajar pelo espaço ao mesmo tempo: vamos estar na primeira edição do Nereida, no Jardim da Sereia, em Coimbra! 🚀🌑
No dia 30 de maio, vai haver 5ª Punkada, vai haver The Parkinsons e isso quer dizer que vai haver Victor Torpedo em full speed! Não podem mesmo perder! 🔌💥
🕺💃🏿⚡




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